Desportadas, Sem categoria

The Code of Y

Quem me conhece sabe que, além de espectador activo de milhentos desportos, também gosto de meter a minha fé nas apostas, e de quando em vez até amealho uns cobres.

Ao longo dos anos em que o faço, desenvolvi uma espécie de código de conduta desta minha faceta de apostador, que é um bocado de senso comum adaptado à minha pessoa, mas passo a partilhar.

Nunca apostar no clube do coração
Por experiência própria de algumas banhadas que levei do Sporting e da selecção brasileira, apostar com o coração é sempre, sempre má política. Em melhor forma que o nosso clube esteja, estamos sempre a ser tendenciosos, e a determinada altura isso vai se virar contra nós.

Take a break
Apostar é extremamente viciante, quer estejamos a ganhar dinheiro ou não. O que faço é intercalar períodos em que aposto com regularidade, com hiatos de um, dois ou mais meses. É difícil definir o momento certo de fazê-lo, mas eu diria que é ou quando estamos em alta, quando estamos na lama ou… quando pensamos demasiado no assunto.

Não fazer múltiplas com mais de 3 apostas
Até com duas é complicado, mas a ideia é que a regra geral das apostas múltiplas é: há sempre uma que nos lixa o esquema, e quanto mais apostas combinamos, maior é a probabilidade disso acontecer.

Não apostar às cegas
Só devemos apostar sobre realidades que conhecemos ou acompanhamos minimamente. Às vezes é aliciante meter dinheiro no futebol feminino do Uzbequistão ou da conquilha na Guiné Conacri, em apostas ao vivo de jogos que estão quase a acabar e em que o dinheiro parece quase certo… não vale a pena, o lucro na maior parte desses casos é irrisório para se correr o risco de apostarmos às cegas.

Ler e reler e reler e reler os bónus das casas de apostas
Por mais aliciantes que possam parecer à primeira vista, há bónus com regulamentos exasperantes, em que o dinheiro do bónus tem que rodar quatrocentas mil vezes antes de podermos levantá-lo. Muito cuidado com eles.

Só apostar o que podemos apostar
Isto dito assim parece um bocado parvo, mas muitas vezes só pensamos na falta que nos vai fazer aquilo que apostamos… quando o perdemos. E aí entra o desespero e as decisões parvas, e tentar apostar para “compensar”, o que dá sempre barraca. Uma boa táctica é definir um budget e nunca fugir dele.

A Bwin tem as piores odds
Apesar de ser a mais conhecida (em Portugal), a que tem um site mais apelativo e com uma interface mais agradável, regra geral é mesmo a casa com piores odds, e piores aqui é no sentido das menos lucrativas. Há diversos sites que comparam as odds de cada casa, o google é amigo.

E é isso, fiquem bem e joguem muito. 🙂

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Sonoridades

Palavra (En)cantada

Acabou de passar na RTP2 Palavra (En)cantada, um documentário musical que faz uma pequena retrospectiva histórica da música brasileira, utilizando depoimentos e antigas gravações de alguns dos grandes nomes que a compõem (como Chico, Caetano e Bethânia) e de outros menos conhecidos (Lirinha, Black Alien ou Ferréz, por exemplo).

Essa retrospectiva difere das habituais no sentido de que não entra em homenagens ou bajulações aos monstros sagrados da MPB, nem despeja meras constatações e cronologias do que foi acontecendo na música brasileira ao longo dos tempos, optando simplesmente por utilizá-los como veículo para falar da música enquanto personagem principal e elemento de ligação e difusão da literatura, poesia e língua portuguesa.

Ensina-nos bastantes curiosidades e deixa-nos a pensar em questões essenciais da nossa cultura e de como, mais uma vez, uma arte popular se substitui ao estado numa tarefa fundamental. De forma leve, prazerosa e muito recomendável.

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Desportadas

Atlético x União

Hoje fiz uma coisa que adoro e que este ano ainda não tinha tido oportunidade (ou vontade) de fazer: ver a bola com o meu pai.

E lá fomos nós para o Estádio da Tapadinha, nesta tarde de condições perfeitas para a prática do desporto rei, assistir ao jogo que opôs o Atlético Clube de Portugal e o União da Madeira, em jogo a contar para o playoff de acesso à Liga de Honra.

Alcântara estava ao rubro, em grande parte devido ao facto da entrada ser livre, como forma de incentivo à possível subida de um clube que, à imagem do União, já viveu melhores dias mas mantém uma massa adepta fiel. Infelizmente, a vitória acabou mesmo por sorrir aos da casa, fruto de um belo pontapé de bicicleta (!) de Rudi.

Tão estranhando? Eu sou do União desde pequenino! Mais do que um clube da terra do Cardoso mais velho, era o clube do coração do Cardoso mais velho ainda. Ficou para lembrar.

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Sem categoria

Há sempre um mas

Este vídeo que anda por aí espalhado em todo o lado é espectacular, bem montado, esgalhado e tudo mais mas… borra a pintura toda ao minuto 5:53. Nunca foi nem nunca será.

There’s only one Ronaldo.

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Sem categoria

Meio Ano

Diz que uma imagem vale por mil palavras, mas eu vou acrescentar mais algumas à de cima, a minha preferida do evento em causa.

Faz hoje 6 meses desde que fizemos a boda na Quinta do Pavão. Quem lá esteve, sabe que foi de longe o dia mais feliz da minha vida. Estava escrito na testa. Não escrevi aqui nada sobre a festa nem sobre a lua-de-mel, porque pela primeira vez foram acontecimentos e tempos que transcenderam a minha capacidade de síntese, perfeitos exemplos da beleza dos momentos efémeros.

A esses 6 meses somar-se-ão muito em breve 4 anos juntos; com alguns baixos, mas altos altíssimos, incomparáveis com qualquer coisa que já tenha sentido.

Amo essa mulher dos olhos azuis, caraças.

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Teatradas

O Ginjal

Visto que perdemos duas peças que queríamos ver ultimamente (as duas últimas do Gonçalo Waddington), ontem houve um rebuçado para compensar: fomos ver uma peça de teatro amador, na Faculdade de Ciências Médicas da UNL. O Ginjal, de Tcheckov, pelo Grupo de Teatro Miguel Torga.

Não vou fazer uma crítica habitual minuciosa das minhas nem destacar ninguém, mas posso dizer que foi uma boa surpresa. Apesar de ter sido a primeira peça de Tcheckov que vi in loco, estou mais ou menos familiarizado com a obra, e esperava uma versão mais light da coisa, mas nada disso, o pessoal entrega-se mesmo de corpo e alma a um texto que não é pêra doce, proporcionando momentos muito bem conseguidos, dadas as limitações. Não limitações de talento (que claro que existem, uns com mais outros com menos), mas de ser levado a cabo por pessoal que dá no duro nos seus regular jobs.

Isto tudo feito por mero amor à arte, mais que bonito é uma lição.

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