Cinemadas, Pátria que me pariu

Dançando com o diabo

Ontem à noite deu este documentário de Jon Blair na rtp2.

Não traz grande novidade, mas é interessante. Vão sendo mostrados diversos depoimentos de traficantes, moradores e polícias do Rio de Janeiro, tudo sob uma perspectiva voyeurista: não são mostradas perguntas, e deixam-se aos critérios dos espectadores as conclusões, que hão-de ser sempre ambíguas, dado que chegamos sempre às mesmas contradições e confirmações do ciclo de violência.

Os elos condutores do filme são Dione, um pastor evangélico que luta para tirar os bandidos do tráfico e trazê-los para a igreja, e o Homem Aranha, um barão da droga que diz que quer largar essa vida, mas não sabe como. E é aqui que o documentário se mostra interessante: por mais que eu abomine a maior parte das igrejas evangélicas que florescem (e pro$peram) que nem cogumelos, aqui dá para notar a verdadeira força que a fé tem, quando bem direccionada.

A confirmação (ou melhor, constatação) que é um problema horrendo e longe do fim, e que o caminho não pode passar somente pela violência, que maior violência gera.

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