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Took a drop of the pure.

  • Madeira, dias 6 e 7

    Dia madrugador, mas bem compensado. Partida para total relax na ilha de Porto Santo, a ilha dos Profetas, nome dado pelos madeirenses aos portossantenses. A recíproca é os Americanos.

    A viagem não é barata, mas o barco (Lobo Marinho) é brutal. Mal se sentem as duas horas e pouco de viagem, pelo menos com o mar calmo que apanhamos.


    O Lobo

    Diferentemente da Ilha da Madeira, o Porto Santo possui um extenso areal de cerca de 9 km. A água, essa, ainda é melhor que na Ilha Mãe. Pena que, num sítio em que raramente chove, tenhamos apanhado uma molha do caraças à noite, mas a tarde foi completamente passada na praia, a lagartar.


    Tanto mar, tanto mar

    A viagem vale a pena, mas só mesmo por 1 dia ou 2, porque fora fazer praia… total marasmo. De qualquer forma, se não for a melhor praia de Portugal, não está longe disso.

    Uma nota para a famosa “lambeca”, o gelado de maior sucesso no Porto Santo. Fraquíssimo, artificial, não lhe vislumbro nada de interesse. Conhecessem estes madeirenses a gelataria Pintado, da Costa…

  • Madeira, dia 5

    Neste dia, por fim, demo-nos ao trabalho de explorar mais a fundo a capital madeirense.

    Marina, Centro, Mercado dos Lavradores etc e tal, e lá nos enfiamos no teleférico, rumo ao Monte. Altitude puxadinha, e de louvar a engenharia que pr’ali vai: não me parece ser muito fácil enfiar aqueles cabos e postes no meio das inacessíveis matas que estão por baixo, mas pode ser só impressão minha.

    Eu ia com a ideia fixa de voltar nos carros de cestos, mas cheguei lá acima perdi a vontade. Primeiro, o preço: 25 heróis para andar 2 km. Depois, aquilo não me pareceu meter grande pica. Ao contrário do que constava no meu imaginário, eles não andam ali com uma granda jarda a esgalhar pelas descidas abaixo. Pareceu-me muito devagarinho para merecer o meu investimento.


    Haja trabalho pra tanto homem de branco


    E lá vai disto, Evaristo

    Mais umas voltinhas, Jardim Botânico, e partir que no dia seguinte era acordar às 6 para partir pra ilha de Porto Santo. Quisera a vida ser sempre assim.

  • Madeira, Dia 4

    Como o dia não convidava a banhos, fugimos da praia e fomos nos esconder no Curral das Freiras.

    O Curral das Freiras é uma pequena vila enfiada no meio de enormes montanhas. É um dos poucos locais da ilha de onde não se avista o mar, estando completamente isolado de tudo o resto. Segundo consta, foi aqui que as freiras se esconderam para fugir às violações, roubos e maus tratos dos malditos corsários franceses que invadiam o Funchal.


    Xôr Pirata, nã me leve a virgidade!


    No meio do Curral

    A caminho do Curral visita-se o imponente miradouro da Eira do Serrado, com 1053 metros de altitude. Té dói!


    Google Maps Caseiro


    Sem comentários

    No regresso, passagem pela Ponta de São Lourenço, que é para podermos dizer que já demos a volta toda à ilha (não é bem verdade, mas é parecido).


    Gamito na Ponta de São Lourenço

    E depois destas fotos, não preciso dizer mais nada. Fica pra pensar.

  • Madeira, Dia 3

    Neste dia acordamos com o firme propósito de conhecer o Porto Moniz e as suas piscinas naturais, apesar de sabermos de antemão que a estrada ia estar cortada no regresso, graças ao Rali. Whatever.

    Mais uma vez, uma viagem espectacular. Chegando a Ribeira Brava, vira-se na direcção de São Vicente e entra-se no caminho de Serra de Água, uma freguesia que fica bem “entalada” no sopé de enormes montanhas. A fazer-nos companhia, imensos carros do Rali a dirigirem-se ao seu ponto de partida, cortando a paisagem com os seus estrondosos motores. Dispensável, mas até engraçado.


    Piscinas Naturais do Porto Moniz

    Estas piscinas, além de belíssimas e deliciosas, cobram à entrada a módica quantia de… 80 cêntimos. Fico maluco com isto. Na Costa é acima dos 5 euros, na Madeira se não é graça (muitas são) é quase. Parece que os Madeirenses não gostam de pagar nada, e se não for assim, não vão. E acho que fazem muito bem.


    Eu a meter nojo.

    Estando a Serra de Água cortada, o regresso foi feito pelo lado oposto, rumo à típica cidadezinha de Santana. Sucede que este caminho é por uma estrada das antigas, à beira do mar, com estradas estreitíssimas, onde mal cabe um carro mas circula-se nos dois sentidos! Não registamos nenhuma imagem devido à nossa concentração e cagaço, mas foi inesquecível.

    Como não podia deixar de ser, a foto nas típicas casotas de Santana, e o desejo de entrar no parque temático, mas ficou tarde com tanta volta e contra-volta e curva e contra-curva. Fica pra próxima.

  • Madeira, Dia 2

    Este dia constituiu o ponto negro destas férias. Por sorte, o final até acabou por ser feliz, tendo em conta as perspectivas.

    Devem ter reparado nas notícias acerca dos incêndios que deflagraram na Madeira; um deles foi mesmo, mesmo à nossa porta. As chamas estiveram a cerca de 1 metro da casa dos meus tios e, se os bombeiros não tivessem chegado naquele exacto momento, não sei bem o que teria acontecido.


    Vista da nossa janela

    Acontece que há muitos terrenos deixados ao abandono pelos proprietários, que não limpam o mato, nem deixam os outros limparem-no. Assim sendo, sucedem-se peripécias destas. Para ajudar à festa, grande parte dos bombeiros estavam deslocados para o Rali da Madeira e, ao que parece, não há meios aéreos para combater os incêndios (um absurdo, num sítio com tanta água à volta, e onde tanto dinheiro se esbanja).

    Como o ar estava irrespirável e à tarde as coisas estavam, felizmente, mais calmas, ainda passamos pela Camacha com os meus tios, terra do folclore e dos artesãos do vime. Se lá forem, paragem obrigatória no Café Relógio, que ostenta autênticas obras de arte (e de paciência) em vime. Pena que a máquina ficou em casa, fica aqui uma foto ranhosa com o telemóvel.


    Obras em Vime

    Nunca tinha vivenciado um incêndio de perto, e espero bem que tenha sido a última vez. É impressionante a velocidade com que o lume se alastra e devora o que aparece pela frente, e a maneira como o fumo nos entranha no corpo e nos sufoca.

    Fica pra esquecer.

  • Madeira, Dia 1

    Munidos do indispensável mapa, marcamos os sítios que pretendíamos visitar, mas decidimos partir para cada dia sem nenhum plano em especial. Quem me conhece sabe que isto não é de meu apanágio, mas decidimos que levantava-se, arrancava-se e logo se via para onde o vento nos levava. Foi uma boa política.

    Na Madeira não é preciso andar muito para nos deleitarmos com paisagens deslumbrantes; enquanto viajamos pelas auto-estradas, vias-rápidas e pelos já referidos túneis, vamos ficando boquiabertos com a imponência da natureza em redor, em meio aos vales e encostas. Além, claro, dos bananais a perder de vista.

    A primeira paragem foi Camâra de Lobos, uma tradicional vila piscatória. Além da baía (onde viviam muitos lobos marinhos, daí o nome), e dos copos que por lá se bebem, é também por aquelas bandas que se situa o famoso Cabo Girão, que visitamos no regresso. Aqui começamos a tomar contacto com uma das “pragas” que assolam a ilha: as lagartixas. A Madeira é um reptilário em ponto gigante. A mim não me faz mossa.


    Camâra de Lobos

    Sempre pelo mar, passando por Ribeira Brava, Ponta do Sol (o local mais quente da ilha), e Madalena do Mar, paramos na praia da Calheta, uma das poucas com areia em toda a Madeira (ainda que importada). Como não somos de ferro, por lá ficamos, de molho, que o calor abrasava.


    Praia da Calheta

    Do alto de 580 metros, o Cabo Girão é o maior promontório da Europa, e o segundo maior do mundo, oferecendo-nos uma vista espectacular de Câmara de Lobos até a baía do Funchal. Confesso que tive que me informar sobre o que era um promontório, por isso cá vai: é um cabo elevado directamente sobre o mar. Fica pra pensar.


    Vista do Cabo Girão

    Terminamos o dia ao sabor dessa grande instituição Madeirense, que é a Poncha. Aguardente de cana, mel e limão. Por hoje chega, que já se aprendeu demais.

  • Madeira, Dia 0

    A Madeira arrebata-nos por completo, desde o início. A aterragem pode meter algum medo (a Irina que o diga), mas é das mais belas que pode haver: de um lado, a imensidão do mar, do outro, a verde imponência da ilha. Belíssimo.


    Vista do Aeroporto da Madeira

    Fomos recebidos com um calor infernal, agravado pela humidade tropical da ilha. Os graus que cá se registam são enganadores; uns 26 daqui equivalem a uns 30 do continente, sem qualquer tipo de exagero.

    Mal descarregamos a trouxa em Gaula, mergulhinho em Santa Cruz para refrescar. Nada a ver com o gelo da Caparica; dizem que a diferença é que a temperatura do mar é muito parecida com a temperatura do exterior, mas eu não acredito que seja isso por si só, acho que a água é mesmo bem melhor.

    Como chegamos cedo, ainda demos uma voltinha no Funchal para descontrair e apalpar terreno. Ao contrário dos tempos antigos, agora vai-se a qualquer lado num instantinho, graças aos inúmeros túneis que perfuram a ilha.

    E abençoada ilha esta.

  • Os Irredutíveis Gauleses

    Fechado para balanço. Amanhã parto de férias com a mais que mais que tudo.

    Vamos estar 9 dias em Gaula, mais concretamente na Achada de Cima, que em conjunto com a Achada de Baixo forma a Achada de Gaula. As coisas que vocês aprendem comigo.

    Para quem não sabe, é lá que está o outro lado das minhas origens, nomeadamente da paterna parte. Brazuca da Mamãe, Madeirense do Papá.

    Vou me redescobrir e entrar em introspecção e em regressão espiritual e etc e tal, viva Portugal. Só quem ama Sérgio Godinho é que há-de perceber a última parte desta rima e, mesmo para esses, não tenho a certeza se terá assim tanta piada. Fica pra pensar.

    Tou mesmo a precisar de férias.

    Inté breve, meus caros.

  • MILF

    Que grupo rebelde é que espera obter respeito utilizando o nome MILF?


    Mom I’d Like to Fuck!

  • Saga das Amígdalas – Final Countdown

    Dia 21 de Agosto ou dia 4 de Setembro.

    Fica a aguardar ansiosamente desesperadamente o contacto do Doutor com a confirmação.

    Até lá, despeço-me com amizade.