Para levar uma prenda destas?

Para levar uma prenda destas?

Não chega a ser melhor do que Cidade de Deus, como alguns apregoam, mas é um óptimo filme, e mais uma obra-prima do cinema brasileiro, este clássico de 1981.
O filme vai buscar o título à personagem principal, Pixote, e centra-se à volta deste, um menino de rua que vai parar a um reformatório, e que segue com os amigos numa espiral de crime, violência e prostituição.
É um filme completamente cru, quase documental, sem grandes sofisticação técnica mas com uma carga emocional brutal, e assustadoramente próxima. Brilhantes momentos de cinema com o rapazito cover de Roberto Carlos a cantar perante a plateia de meninos flagelados e, principalmente, da cena final com Pixote no colo da prostituta, da qual não revelo mais para não estragar a surpresa a quem veja.
Voltando à comparação com CDD, Pixote consegue ser mais perturbador, não no sentido de conter maior violência (bastante presente), mas do ambiente que possui, da maneira com que nos enquadra no mundo cruel dos personagens, que nos encurrala naquela realidade e nos faz sentir que eles estão condenados, desde o início.
Marília Pêra tem somente cerca de 15 minutos de filme, no papel da prostituta Sueli, mas nesse escasso tempo consegue dar um show à parte, e mostrar o que significa ser uma grande actriz. Mas quem rouba a cena é mesmo o garoto Pixote, com o seu olhar de cachorrinho abandonado e a sua expressão de dor, de inocência e de maldade ao mesmo tempo. Um achado.
A versão de DVD que comprei inclui um making-of muito interessante, em que Hector Babenco e a sua assistente de produção contam todo o processo de escolha e de trabalho com os meninos e revela, por exemplo, que não era seguido propriamente um guião, na medida em que o próprio protagonista era iletrado; os putos se guiavam pelas situações. Uma lição de cinema.
É-nos dado a conhecer também o trágico desfecho da vida real do actor principal, que regressou ao mundo do crime e foi assassinado pela polícia, com apenas 19 anos. O filme, que começou por ser a sua tábua de salvação, fez parte da sua tragédia; nunca lhe despiram a imagem de Pixote, e ele foi sufocado e engolido por esse facto.
Vejam, que vale a pena, até o Spike Lee foi influenciado por este filme enquanto estudante; comprem, que tá barato, ou então me peçam emprestado.
Já tinha esta bonita obra de Carlos Saura aqui em casa em lista de espera há algum tempo, comprada em promoção. Recomendo-a a todos, tanto os fãs quanto os cépticos, para desconstruírem ideias pré-concebidas que eventualmente tenham sobre a maior forma de expressão musical portuguesa.
Apesar de catalogado como um documentário, “Fados” não se encaixa completamente nessa definição; é mais como um retrato, uma história onde o fado é cantado, coreografado, celebrado e sofrido na sua plenitude. É uma sucessão de fados cantados pelos mais diversos artistas, e demonstra as várias dimensões que o fado pode assumir (até a do hip-hop, se bem que esse momento é um tanto desnecessário, apesar da excelente expressão corporal do NBC).
Belos momentos na surpreendente versão de “Foi na Travessa da Palha” da mexicana (!) Lila Downs, na “Estranha Forma de vida” encarnada por Caetano, e a sempre poderosa presença da Cau-Berdiana Lura. O Camané e o Carlos do Carmo são sempre o Camané e o Carlos do Carmo, a Argentina Santos impressiona pela alma que emprega, o Chico Buarque mesmo em meia-canja me emociona sempre, e já a Mariza não me encantou tanto, apesar do dueto emotivo com Miguel Poveda . Enfim, vejam masé!
Uma horinha e tal que passa num instante.
Paulo Coelho dispensa apresentações; escritor mais lido do mundo, mais traduzido, 100 milhões de livros vendidos, milionário, e por aí vai.
Não sou grande fã da sua obra, mas esta biografia despertou a minha curiosidade, não sei bem porquê. Surpreendeu-me imenso; é uma história do ca*****, mesmo. Não contava que uma obra biográfica me absorvesse tanto, me levasse a devorar um denso calhamaço de 600 páginas em menos de 6 dias (noites). A sensação com que fico no fim é que levei uma surra com esse calhamaço!
Não vale a pena eu perder tempo a resumir a história com uma tagline destas:
“A incrível história de Paulo Coelho, o menino que nasceu morto, seduziu o anjo da morte, sofreu em manicómios, mergulhou nas drogas, experimentou diversas formas de sexo, encontrou-se com o diabo, foi preso pela ditadura, ajudou a revolucionar o rock brasileiro, redescobriu a fé e transformou-se num dos escritores mais lidos do mundo.“
O pior é que é tudo verdade! Por mais que se duvide do misticismo e esoterismo das histórias de Paulo Coelho, a informação que é aqui apresentada é dissecada, contextualizada e narrada por Fernando Morais, um dos jornalistas brasileiros mais respeitados, que consegue até a proeza de narrar os encontros espirituais do escritor de uma forma objectiva (!).
Paulo Coelho deu total acesso aos seus diários íntimos, e permitiu que o jornalista o acompanhasse durante 4 anos. No final, demorou bastante a dar o aval à publicação. Motivo: “o meu passado me dá medo”.
São revelados muitos, muitos podres, e chegamos a sentir repulsa do homem, da sua obsessão, da sua mesquinharia, e da sua insanidade, que tanta coisa escabrosa o levou a fazer. E é isso que impressiona: é esse peso todo que carrega que atrai esse fascínio que o mundo tem por ele.
* Agora que me lembro, essa curiosidade foi aguçada por saber um pouco mais da história de Raul Seixas, a quem o meu irmão deve o nome. É alguém que não diz muito aos portugueses em geral, mas talvez esta musiquinha (vídeo sofrível) diga qualquer coisa (Cidade de Deus, anyone?)
Péssima jogada de marketing do Real Madrid; coisa de amadores mesmo, tirar o “Cristiano” e dar-lhe a 9.

Os milhares que tinham a do fenômeno não vão precisar comprar outra vez…

Ah, acaso já disse que Ronaldo só existe um?
PS: De qualquer forma, não é de ignorar que estiveram 80 mil pessoas a ovacionar um produto Sporting. Inchem!
De apanhar um escaldão. Já cheira a férias.
Ainda não saiu da cabeça. Ainda não acredito. O gajo ainda vai voltar, preto, com a luva branca, e a dar um concerto do caraças.
Foda-se! É só o que apetece dizer. Foda-se!
Estes momentos são surreais. Este homem não morreu. Este homem nunca há-de morrer.
Por mais que tenha batido no fundo, e que tenha caído no rídiculo no imaginário das gerações mais recentes, a história não se apaga. Não houve, nem acredito que haverá, nenhuma estrela como esta a pisar (deslizar) na terra.
Não há quem dance como ele, não há clips como os dele, não há quem venha revolucionar a música como ele, não há quem venha dominar o mundo como ele, enfim. Foda-se!
Michael Jackson maior artista de sempre.
Thriller melhor álbum de sempre.
Esta música é das mais belas de sempre:
Esta das que mais me acompanhou sempre:
E tenho dito! MJ FOREVER!
O Programa Mundial de Alimentação (World Food Programme), da Organização das Nações Unidas, não passou ao lado da milionária transferência de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid. No seu «site» oficial, um responsável do programa fez as contas e percebeu que os 94 milhões de euros oferecidos ao Manchester United serviriam para financiar cerca de 520 milhões de refeições escolares!
Os montantes envolvidos na transferência do internacional português continuam a provocar reacções fortes e este texto serve de alerta. «Podíamos usar essa verba para alimentar 8,6 milhões de bocas famintas na Etiópia, até final do ano. Precisávamos mesmo desse dinheiro neste momento, no Paquistão, onde teríamos condições para alimentar dois milhões de desalojados», escreve Greg Barrow.
O responsável do Programa Mundial de Alimentação alonga o raciocínio: «94 milhões de euros parecem trocos. Mas se virmos as nossas operações no Burkina Faso, Cambodja, Guatemala, Libéria e Suazilândia, servia para financiar todas elas durante um ano inteiro. Ainda sobrava dinheiro». Dá que pensar.
in Maisfutebol