Y.

Vou negando as aparências, disfarçando as evidências.

Num dia igual aos outros

Foi complicado conseguir assistir esta peça! Tínhamos bilhetes para sexta, chegamos aos Restauradores mesmo em cima da hora marcada mas… e estacionar? Ardemos. As próximas sessões estavam esgotadas até ao domingo da outra semana, mas no sábado liguei para lá e não tinham sido levantadas as reservas de 5 bilhetes, lá nos safamos.

Para começar, a Sala Estúdio do Teatro D. Maria é pequeníssima, o que ajuda a criar uma boa atmosfera e “entrar” na cena, um gajo fica ali mesmo a sentir o cheiro do suor dos actores (tá um calor do caraças), é fixe.

A peça trata do reencontro de dois irmãos de uma família disfuncional após vários anos separados. Um deles não saiu da casa da família, e apodreceu junto com ela; o outro aparentemente é melhor sucedido e não se percebe bem porque é que voltou, mas à medida que vão desfiando as memórias e revelando os seus percursos a trama vai se adensando.

É complicado falar mais sobre a peça sem revelar as surpresas que ela reserva; apesar de saber que quem está a ler isto mais que provavelmente não irá vê-la… epá, vão vê-la! Não é caro, tem uma boa oportunidade para ver dois actores do caraças ao vivo e uma excelente trama psicológica com alguns bons momentos de humor à mistura.

Muito provavelmente não tem nada a ver, mas a representação do Waddington nesta peça ganha todo um novo sentido aos olhos do espectador depois de ouvir este excelente manifesto nesta entrevista do gajo (primeiros 4 minutos). Fica pra pensar.

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