Como se fosse preciso picar mais:
-
Beyonça

Antes de mais, estou proibido de comentar quaisquer aspectos além dos musicais, cenográficos e técnicos. Também, nem preciso.
Vou começar a análise com duas posturas tipicamente portuguesas:
A maior estrela mundial do momento teve aí, e eu tive lá; um bocado de longe, mas tive. A cagança.
A organização foi uma merda, tive que me dirigir a 3 balcões diferentes para poder levantar o bilhete, e o espectáculo começou 1 hora e tal depois do previsto. A ânsia de falar mal.
De resto, e apesar de o som estar muito distorcido de onde nós estávamos, dá para ver que a mulher canta muito, muito, muito, e mexe-se talvez ainda mais; o palco parecia pequeno, mas deu para fazer muita magia com os ecrãs, as luzes e as engenhocas, havendo inclusivé uma parte em que ela saiu a voar (!).
Por vezes algum espalhafato a mais e até um certo mau gosto, uma armadura com pele de onça que deve ter sido inspirada nos thundercats, e um aproveitamento da imagem do Barack um bocado forçado, mas aceito; é disto que o povo gosta.
Os momentos mais belos foram os mais simples, como Ave Maria ou Listen. Engraçado relembrar as Destinys Child, e enfiar Alanis Morisette (Oughta Know) no meio do mega-hit If I Were a Boy.
Por fim, os parabéns a você aos aniversariantes presentes, e uma revelação: “Lisbon, I’m yours”. A Beyonce é nossa, quem quiser que VÁ VUSCÁ-LA!
-
A Costa, Hoje

Foto ranhosa com o telemóvelQuem conhece minimamente a Costa, conhece este personagem épico: O Homem dos Toques.
Dele muita coisa se diz, mas pouco se sabe; o que é certo é que ele dá toques, sem parar, faça chuva ou faça sol.
-
E mais Gota d’Água
Ainda não me saiu da cabeça.
Salientando mais uma vez a interpretação e a goela da Izabella, principalmente a partir dos 2 minutos até ao final:
Estrondosa. Entranha na alma.
Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor… -
Gota d’Água

Extraordinário, maravilhoso.
Diferente da Ópera do Malandro: mais forte, mais pesado, a carga emocional que a música emprega é mais intensa, não fosse ele baseado numa tragédia grega (Medeia, de Eurípides).
Ainda estou pensando como é que a Izabella Bicalho, daquele tamaninho, consegue ter um vozeirão daqueles.
Não que restassem dúvidas: Chico Buarque é o maior génio musical que existe.
Quando o meu bem querer me vir
Estou certa que há de vir atrás
Há de me seguir por todos
Todos, todos, todos os umbraisE quando o seu bem querer mentir
Que não vai haver adeus jamais
Há de responder com juras
Juras, juras, juras imoraisE quando o meu bem querer sentir
Que o amor é coisa tão fugaz
Há de me abraçar com a garra
A garra, a garra, a garra dos mortaisE quando o seu bem querer pedir
Pra você ficar um pouco mais
Há que me afagar com a calma
A calma, a calma, a calma dos casaisE quando o meu bem querer ouvir
O meu coração bater demais
Há de me rasgar com a fúria
A fúria, a fúria, a fúria assim dos animaisE quando o seu bem querer dormir
Tome conta que ele sonhe em paz
Como alguém que lhe apagasse a luz
Vedasse a porta e abrisse o gás -
Enfim, Madan
Madan ParquePara quem acompanhou a novela: acabou hoje. Quem quiser visitar, as portas estão abertas.
A conclusão é esta: a partir de agora a minha vida está completamente circunscrita ao Monte da Caparica; é lá que estudo, é lá que trabalho, é lá que namoro. E tá-se lá bem!

A minha vida num quadradoNão percam os próximos episódios: crescimento em catadupa, soberania nacional, reconhecimento e fama, conquista do mundo, etc.
-
Quem Sabe Nunca Esquece II
Por mais que o queiram dar como morto, aí está, a classe em pessoa. Nasceu para os grandes momentos. SÓ EXISTE UM RONALDO!!!
Ronaldo na Copa, já!
-
Desenrascanço – To pull a MacGyver
“Bakku-shan” é a palavra usada pelos japoneses quando se querem referir a uma rapariga bonita, vista de costas.
“Nunchi” é outra das palavras escolhidas. É coreana e é usada para falar de alguém que fala sempre do assunto errado, um género de desbocado ou inconveniente.
“Tingo” é uma expressão usada na Ilha da Páscoa, Chile, e significa pedir emprestado a um amigo até o deixar sem nada.
A lista das “10 palavras estrangeiras mais fixes que a língua inglesa devia ter” é liderada pela palavra portuguesa “desenrascanço”. Esta é a expressão que, segundo os autores do site norte-americano, mais falta faz ao vocabulário inglês.
O “desenrascanco”, segundo os norte-americanos
Depois de percorrer duas páginas com explicações das nove palavras estrangeiras mais fixes, chega-se ao número 1. A falta da cedilha não importa para se perceber que estamos a falar do “desenrascanço”, tão típico da nossa cultura.
“Desenrascanco: a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios”, explica o site dando como exemplo a célebre personagem de uma série de televisão MacGyver.
“O que é interessante sobre o desenrascanco – a palavra portuguesa para estas soluções de último minuto – é o que ela revela sobre essa cultura”. “Enquanto a maioria de nós [norte-americanos] crescemos sob o lema dos escuteiros ‘sempre preparados’, os portugueses fazem exactamente o contrário”, prosseguem os autores.
“Conseguir uma improvisação de última hora que, não se sabe bem como, mas funciona, é o que eles [portugueses] consideram como uma das aptidões mais valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos”.
“E não se ria: a uma dada altura eles conseguiram construir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas” à custa do desenrascanço, sublinham os autores, terminando o texto:
“Que se lixe a preparação. Eles têm desenrascanco”, termina o artigo.
in Sic Online
in Cracked.com
