Novo theme no blog, cortesia de freebiesdock. Gosto mais, tem verde.
Não se assustem com bugs nos próximos dias, ando a mexer.
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Dei-me agora conta que fez no passado dia 21 de Agosto um ano desde que arranquei as amígdalas. No ano passado, por esta altura, ainda andava eu em agonia, a comer calippos ao pequeno-almoço, almoço e jantar.
Posso dizer que apesar da recuperação custosa, essa operação mudou completamente a minha vida, para melhor. Apanhei uma constipação ou duas nesses 365 dias que passaram, e isso para alguém que tinha que ir levar injecções de penicilina mês sim/mês sim é, além de uma evolução assombrosa, qualidade de vida.
Os tópicos que dizem respeito às minhas amigdalites e aos caseums ainda são, de longe, os mais populares aqui do blog. É impressionante a quantidade de e-mails que ainda recebo de pessoas que sofrem do mesmo flagelo.
Dia 31 tenho consulta de rotina com o meu otorrino; cada vez que lá vou, parece que vejo Deus à frente.
Final de férias. Amanhã volto ao trabalho. Nem o meu Sporting ter finalmente, a duras penas, conseguido ganhar um jogo (e logo contra o campeão das ilhas!) atenua essa pequena tristeza.
No início do mês me perguntei se Agosto continuava sendo Agosto sem fazer nenhuma viagem, mas foi dos Agostos mais saborosos que já passei, e em casa. A descompressão de um ano escrevendo uma tese e me multiplicando em tarefas e, claro, a nova etapa que precede o casamento.
Nem eu nem a Irina conseguimos dizer com precisão se já estamos nesta casa há um mês: éramos para vir para cá apenas a 31, a anterior inquilina saiu uma semana antes, fomos mudando aos poucos e entretanto também houve a confusão da data entrega da tese pelo meio. Arredondemos. Um mês no novo covil.
Um mês é claramente pouco para avaliar o que quer que seja, mas arrisco-me a dizer que o balanço é muito positivo, sim senhor. Não cozinho tão mal quanto pensava. Dormir ao lado da Irina todos os dias é tão bom quanto pensava. É muito fácil habituar-me a esta vida, tendo esta mulher do meu lado.
Toda a gente nos pergunta dos preparativos do casamento, mas o nosso casamento será de uma simplicidade tal que os preparativos não nos tiram o sono, relaxem. Em breve darei mais novidades, preocupem-se é em confirmar as presenças!

E pronto, agora também tenho um telemóvel bué inteligente. Com Andróide. Mongolóide. It’s the mothafuckin nigga double G, Vodafone 845.
Este é o quarto telemóvel da minha vida. O primeiro foi no 8º ou 9º ano, um Nokia 3210, que tive até dar o berro, quase a entrar na faculdade. Seguiu-se um Siemens M55 laranja que tinha um toque de SMS de um gato selvagem que fazia furor na FCT (nunca mais encontrei esse toque); foi roubado em Cacilhas, substituído por um igual (portanto aqui só conto um), e também funcionou até dar o berro. O último foi o Nokia n70, que tenho há quase 3 anos e me acompanhou até há dois dias atrás.
O N70 foi o único que não permaneceu até dar o berro: continua aí para as curvas, apenas quase completamente descascado e arranhado, mas além de sentir a necessidade de evolução, este novo bicho sai baratinho com os pontos do clube Viva.
Eu sou completamente google-based, vendo a minha alma a esses gajos. O meu webmail é o gmail, marco tudo o que é data no google calendar, leio as minhas merdas no google reader, mantenho os meus álbuns no picasa, and so on. Nesse aspecto, o Android é espectacular. Mal liguei o telemóvel e inseri os dados da minha conta, ficou tudo sincronizado bonitinho na agenda, nos contactos, etc. Dá-me um jeitão do caraças.
A interface é muito simples, e bonita q.b., mas o teclado de origem é uma merda. Instalei o Swiftkey, que além de melhorzinho tem um sistema de dicionário/aprendizagem engraçado apesar de, para mim, continuar não substituindo um teclado “com teclas”. Tenho para mim que toda a gente que fala muito bem disto está a mentir: um gajo adapta-se, mas nunca há-de ser melhor que sentir as teclas.
A market de apps é viciante, sendo praticamente tudo gratuito. Além de mamar logo as cenas inúteis todas das redes sociais onde estou, ainda não parei de instalar cenas. Umas úteis, outras nem tanto. Como o Shazam, que ouve uma música e descobre qual é. Yeah!
Em relação ao telemóvel em si, é uma agradável surpresa, dado o preço que paguei por ele. É pena não vir com nenhum cartão de memória, mas mais uma vez, pelo preço… De resto, o desempenho do telemóvel num todo parece-me bastante aceitável, com os seus breaks aqui e ali. Noto alguma lentidão na mudança de orientação vertical/horizontal, mas nada que chateie. A resolução do ecrã e da máquina também são fraquitas, mas esta parte já esperava.
Falta esperar que os tarifários de internet no telemóvel em Portugal tornem-se aceitáveis. Ou então fugir para outro país. Fica pra pensar.

Neste domingo apanhei por acaso um filme e uma mini-série na TV que, sendo fracos, possuem alguns pontos de interesse.
O primeiro é uma tentativa de filme de culto de 1994, S.F.W (So Fucking What). É uma merda de filme. Eu gosto de chamar aos filmes de série B filmes de merda, e gosto de ver um bom filme de merda de vez em quando, quando são deliberadamente filmes de merda, descompromissados e pobres por natureza. Este é mesmo uma merda de filme, daqueles que tenta assumir uma importância e uma profundidade tais que não chega a lado nenhum.
Durante 36 dias, cinco pessoas são mantidas como reféns por um grupo terrorista, numa loja de conveniência. A única exigência dos terroristas é que a situação fosse transmitida ao vivo pelas estações de televisão nacionais. Dois adolescentes Spab (Stephen Dorff, o vampiro mauzão do Blade) e Wendy (Reese Whiterspoon) são os únicos sobreviventes e, ao saírem em liberdade, são elevados ao estatuto de super-estrelas. A irreverência e a atitude do Spab são pouco mais que enervantes e a mensagem, a existir, não passa.
Fora tudo o que se possa filosofar acerca de reality shows (bem antes do conceito alcançar popularidade internacional), o principal ponto de interesse é ser co-protagonizado por uma Reese Whiterspoon na candura dos seus 18 aninhos de idade, o que serve de ponto de partida para uma interessantíssima questão: ela era mais fofa como barely legal, ou agora como barely milf? Eu ainda não consegui chegar a nenhum consenso.
Creep aparece na banda sonora, bem antes de sonharmos existir o facebook e um coro qualquer a cantá-la para um filme do David Fincher em honra do dito. O insonso do Tobey McGuire também entra durante cerca de 2 minutos, fazendo o papel de um adolescente drogado que é a melhor performance que já lhe vi na vida.

A outra parte do domingo que já referi é uma mini-série da minha terra, Filhos do Carnaval, e está a ser transmitida na RTP2. Tecnicamente muito bem filmada e fotografada (a paisagem carioca ajuda muito), não me parece ter estrutura, profundidade nem sal. Se nos próximos episódios continuar assim fraquita é pena, porque gira à volta de uma história interessante, a de um ricaço dono de uma escola de samba e barão do jogo do bicho. E o que é o jogo do bicho, perguntam os tugas?
O jogo do bicho é um centenário jogo de apostas ilegal muito popular no Brasil, mas principalmente no Rio de Janeiro; resumidamente, neste jogo existem 25 bichos, e a cada um é atribuído um número e 4 “dezenas” (por exemplo, ao Veado, é atribuído o nº24 e as dezenas 93,94,95,96). Podem-se fazer vários tipos de apostas com os números de cada bicho e há um sorteio semanal que dita o bicho premiado.
Os “bicheiros”, os manda-chuvas do jogo, são em geral homens muitíssimo poderosos (aqueles que estão no topo da hierarquia, claro). Em cada esquina carioca há um ponto de jogo, cada vez que alguém sonha com um animal vai correndo apostar no dito, é impressionante. Sendo uma coisa tão intrínseca e tão enraizada na cultura carioca, penso que deveriam ser feitos esforços para legalizar o jogo, mas isso deve ser uma teia muito complicada de interesses, que nem vale a pena tentar perceber.
Quanto à mini-série, esperar para ver como desenvolve.

Esta é uma das grandes vantagens de ter sobrinhos e irmãos mais novos (e futuramente, putos): ir ver desenhos animados ao cinema sem qualquer tipo de pudor (que não teria anyway, mas enfim).
Depois de ver este filme vim consultar a lista dos filmes realizados pela Pixar até ao momento, e não houve nenhum que eu não tenha gostado, sendo que a maior parte (incluindo este) adorei. É obra.
Desta vez não vou fazer nenhuma review extensa, porque acho que a sintética e sentida feita pelo cineblog diz o essencial, mas é para mim uma alegria quando uma sequela chega à terceira parte a funcionar sem mácula.
Ah, e continuo a não gostar de 3D, quando é que a moda acaba?
Então é assim:
O meu estado de semi-reclusão sofreu uma evolução significativa. Continuo semi-recluso, mas por melhores motivos: férias.
Essas férias são tão mais saborosas quanto foram os feitos que a precederam. A tese está finalmente entregue; fica faltando apresentar ao júri (o que deverá ocorrer lá para Setembro/Outubro). Assim que isso acontecer, publico-a aqui.
Além disso, eu e a Irina já estamos morando juntos. Por enquanto continuamos na Costa, mas mais longe da praia; é positivo, pois significa maior sossego (e obviamente de qualquer ponto da Costa dá para continuar indo no máximo em 10 minutos a pé para a praia).
A princípio, com todos os gastos extras que estas mudanças (e as festas que se aproximam) acarretam, este verão não iremos nem lá para fora lá fora nem lá para fora cá para dentro, mas não deixa de saber bem, ainda mais desfrutando do novo ninho.
E por falar em ninho, a única coisa que nos incomoda até agora na nova casa é um problema columbófilo que temos por baixo da marquise; ainda estou a analisar a maneira mais pacífica de resolvê-lo.. aceitam-se sugestões.
Às vezes nem acredito que finalmente aconteceram essas duas coisas que acabei de descrever.

Este livro é uma lufada de ar fresco.
Eu nem sequer tinha conhecimento do background dos autores quando comecei a tomar contacto com as abordagens que defendem no livro, mas eles possuem bastante experiência e moral para falar; a empresa que dirigem, fundada por um dos autores, a 37signals, é um enorme caso de sucesso no mundo da tecnologia web.
Além de particularmente bem escrito (lê-se de uma assentada), as polémicas afirmações que vão fazendo são sempre suportadas com excelentes exemplos reais de sucesso.
Identifiquei-me especialmente com os seguintes pontos:
Enough with “entrepeneurs”
Que tesão é essa com o empreendedorismo? Na minha faculdade há o dia do empreendedorismo, eu tive a cadeira (obrigatória de mestrado!) economia e empreendedorismo (de cujo nome o próprio professor zombava), há o Madan Parque com toda a sua conversa de empreendedorismo, gabinete do empreendedorismo, as empresas tem necessidade de mostrar todo o seu potencial empreendedor… bla, bla. Quando há tanta necessidade de afirmação, é mau sinal.
Meetings are toxic
Esta afirmação tocou-me particularmente. Ao longo do último ano, estive envolvido em diversas reuniões relacionadas com o projecto em que a minha tese está englobada. Reuniões com o resto do pessoal envolvido, reuniões em outra empresa que será uma potencial cliente do que estamos a desenvolver… manhãs, tardes, dias inteiros perdidos em que a produtividade é quase nula, divagam-se horas e horas sem já se saber muito bem o que se anda a discutir. Meetings are toxic, claramente.
Workaholism / Go to sleep / No time is no excuse
Outro ponto ao qual sou particularmente sensível. Grande parte do pessoal que anda aqui na faculdade adora vangloriar-se das directas que faz a estudar para exames, a terminar trabalhos; afirmam peremptoriamente que o nosso curso é quase impossível de se fazer sem directas. Eu só fiz uma directa ao longo dos 6 anos em que cá ando, em virtude de um trabalho final de uma cadeira em que ficamos apertados até à última. Foi no dia do meu aniversário, e o resultado final foi pouco mais que sofrível.
Depois há a história do tempo. Pessoal do segundo ano para cima (que só estuda), não tem tempo para nada. Pessoal que passou a trabalhar, não tem tempo para nada. Acontece, mas é mais conversa do que outra coisa, não é fácil, mas com vontade é possível conciliar tudo.
Hire great writers
É defendido que para qualquer posto que seja, escrever bem é um factor que pode fazer a diferença. Mais uma vez, não posso deixar de concordar. Em todo o lado e cada vez mais, as pessoas não sabem escrever, de todo. Escrever minimamente bem denota clareza de ideias, de pensamento e de raciocínio. E eventualmente talento para divulgar e dinamizar aquilo que se desenvolve (e como dizem também algures, tudo é marketing).
ASAP is poison
Aqui a ideia principal é simples: o tão cedo quando possível está sempre implícito, é o que toda a gente quer. Quando estamos sempre a dizer ASAP e a estabelecer prioridade máxima paras coisas, banalizam-se os pedidos de uma forma tal que, sendo tudo de alta prioridade, nada é. Tau.
Recomendo vivamente esta leitura, que não é direccionada apenas a quem tem ou vai começar um negócio (que até nem é o meu caso, para já), e nem só para o pessoal da área informática. Qualquer trabalhador ou estudante tem a ganhar em beber um pouco (sempre com moderação e espírito de crítica) destas filosofias.