Y.

Era dia de folia e a gente não se via.

  • Dublin, day zero

    Não foi por preguiça nem por me chatear com o telemóvel que não fiz o diário de viagem em tempo real, simplesmente esqueci o adaptador de corrente em casa e andei sem bateria estes dias. Até soube bem.

    Nos próximos dias vou transpondo o relato que fiz mentalmente e no moleskine, mas digo desde já que valeu a pena.

    Quase não vimos sol mas também não apanhamos muito frio nem chuva, estiveram sempre à volta de 17º. O Dublin Central Hostel é decente e baratucho, o staff é bastante simpático (como quase toda a gente em Dublin) e tem uma cozinha muito boa para o preço que cobra. É também central (como o nome indica) e prático para se apanhar uma bebedeira em Temple Bar, sendo o caminho de regresso literalmente sempre em frente.

    No primeiro dia chegamos tarde mas deu para aprender que Dublin é Baile Átha Cliath em irlandês, confirmar desde logo que os irlandeses são dos povos mais simpáticos da Europa, e para fechar a noite receber uma tentativa de assédio… de um indiano, no primeiro fast-food em que entramos. Tive a impressão que ele me fazia olhinhos, e confirmei-o quando no fim ele deu duas palmadinhas no saco e disse “I packed extra chicken wings just for you“. Ninguém me manda ser bonito.

  • Escapadela

    E no Dia da Mulher vou voar com a minha para Dublin. Gostávamos de ir no St. Patrick’s Day, mas não é para os nossos humildes bolsos.

    Se o WordPress no Android não me aborrecer, vou tentar fazer o clássico diário de viagem. Até já.

  • A Gloriosa Família

    O melhor presente que recebi no Natal passado foi este glorioso romance do mangole Pepetela, que retrata a saga da família de Baltazar Van Dum, um holandês radicado em Luanda durante o período de ocupação holandesa da cidade (entre 1642 e 1648).

    Van Dum é comerciante de escravos e um tremendo diplomata/malandro, mantendo boas relações com os portugueses (por ser católico) e os “mafulos”, conseguindo sempre agradar a gregos e troianos através de artimanhas várias, suas ou dos onze filhos que constituem a sua prole, uns oficiais, outros “de quintal”, ou seja, feitos em escravas.

    As peripécias da família vão sendo narradas por um curioso escravo, o que contribui para acentuar ainda mais as crendices e os elementos mitológicos que tanto aprecio nos escritores africanos, aqui num expoente de originalidade e destreza máxima.

    Além da escrita prodigiosa, o livro triunfa sob o aspeto das lições de história que nos dá, visto que o que aprendemos na escola sobre o desenrolar dos acontecimentos nas ex-colónias portuguesas é escasso ou superficial.

    Muito bom, !

  • Kindles vs Ipad

    A minha opinião refletida em 30 segundos:

  • Cordão Sanitário

    Segundo o DN, há um “cordão sanitário” a proteger o “nosso” “Presidente” (porra, já chega de aspas), o supremo representante da República, que até para libertar o Mandela tem que levar um segurança atrás.

    E segundo a Wikipedia, que nunca mente, Cordão Sanitário (cordon sanitaire em francês) é uma expressão que descreve, em francês, uma barreira criada para impedir a proliferação de um agente infeccioso ou epidemia.

    Acho muito bem. Que se limite ao máximo o contato do povo com a presença decrépita de um presidente fraco (e cagão).

  • War Horse

    Parafraseando um animal, este filme seria um grande filme se não fosse tão piegas. Mas uma pieguice pegada também faz bem de vez em quando, e é um bom filme para ver no domingo à tarde.

    Em mais um incursão britânica do Spielberg (e segundo o próprio, o primeiro filme britânico que fez), é aqui contada a história de um adolescente do condado rural de Devon, que após tremendo sacrifício na criação e treino do seu cavalo de estimação, é obrigado a vendê-lo para a cavalaria, para servir sua majestade quando a primeira guerra mundial deflagra.

    À medida que os anos vão se passando diversas peripécias vão se sucedendo com o bicho, que passa de mão em mão até que o seu destino se cruza novamente com o do seu verdadeiro dono, que é igualmente obrigado a partir para a batalha quando a idade chega.

    A fotografia é espetacular, a mão do mestre não treme em cenário de guerra e o ator principal é mesmo o cavalo.

  • Moneyball

    Sem dar cavaco àquele famoso conjunto de estatuetas de um homemzinho que levou com um golden shower, acho que este filme é dispensável. Ou melhor, só não o é se formos americanos ou fãs de baseball.

    O filme fala sobre Billy Beane, diretor dos Oakland Athletics que, não possuindo os mesmos meios financeiros das equipas com que compete, decide apostar nas teorias de um jovem economista de Yale, que escolhe jogadores à partida falhados com base em dados estatísticos.

    Não percebo sequer o que motiva produzir um filme dum gajo que ainda está atividade, que não ganhou nada de especial e cujo maior mérito é ter “mudado o jogo” a nível económico, ou seja, acabando por desvirtuar um bocado a verdadeira essência do mesmo, havendo muito pouco azo às cargas emocionais que normalmente funcionam nos filmes deste tema.

    Ainda assim, sendo o ator que é, o Brad Pitt acaba por fazer um bom trabalho, mas quem sobressai mesmo é o seu coadjuvante Jonah Hill, o melhor do filme.

  • The Girl With The Dragon Tattoo

    O género thriller está bem e recomenda-se, com mais um bom exemplar da espécie neste The Girl With The Dragon Tattoo, adaptação do primeiro livro da trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson.

    Um famoso jornalista une-se a uma sombria e problemática hacker, na investigação ao desaparecimento de uma adolescente há 40 anos atrás, a pedido do milionário tio desta.

    À medida que se embrenham no passado e vão descobrindo os podres da família, o caso vai se tornando mais bicudo, sempre a um ritmo frenético, só temperado pelo tom extremamente sombrio (quase a preto e branco) com que foi filmado.  E ao contrário do “filme do facebook”, gostei muito do trabalho do Trent Reznor na banda-sonora deste.

    Além de ser a adaptação do livro, o filme é também um remake, de um filme sueco recente que já tinha agarrado na coisa. É criticável? Pode ser (e é, por muita gente), mas repito a opinião que já formulei aqui mais que uma vez, a ser feito assim, de forma competente e com qualidade, só pode ser considerado positivo e vinha fazendo falta em Hollywood, o Fincher que continue a explorar o filão dos blockbusters decentes…

  • Meia Maratona de Lisboa no Android

    A Meia Maratona de Lisboa está quase aí, e este ano já me inscrevi e não paguei. A vodafone lançou uma app oficial para a prova, e se nos inscrevermos através dela, não pagamos a quantia da praxe.

    É procurarem no market a app “vodafone runner” (por acaso a app está muito boa) e instalarem, ficam também habilitados a uma viagem para Londres, na data da maratona. As inscrições por esta via são limitadas ao número de dorsais gratuitos disponíveis, so… run!

  • 3

    Nunca “comemorei” isto antes porque nunca reparei na data certa, mas faz hoje três anos que comecei a escrever aqui.

    Nesses três anos vivi em três casas, visitei três países e tive três empregos. Fui três vezes à Madeira.

    Tive três tristes presidentes no Sporting, Sporting esse que vi três vezes no estrangeiro. Infelizmente, por três vezes vi o Sporting não ser campeão.

    Por três vezes exerci o meu direito de voto, e três vezes tive que ir ao consulado brasileiro para conseguir renovar o meu passaporte.

    Nestes 3 anos, perdi muito mais que três cabelos. Só amei uma mulher, que vale por mais que três.

    Perdi mais que três minutos lembrando e escrevendo estes inúteis fatos…