Y.

And I am, whatever you say I am.

  • Dublin Zoo

    Irish Summer

    Esta sexta-feira, no WC do escritório, ouvi dois colegas irlandeses a comentarem, bastante animados (eu ia dizer excitados mas soava mal, dois homens num urinol) que vinha aí uma “heatwave” para este fim de semana, heatwave essa que poderia levar a temperatura a chegar até uns absurdos… 24ºC! Perdoai-lhes senhor, que eles não sabem o que é calor a sério…

    Particularidades do verão irlandês à parte, a verdade é que o sábado esteve mesmo solarengo e agradável, e aproveitamos para conhecer um bocado do (gigante) Phoenix Park e do Dublin Zoo.

    SAM_0642

    Se fosse entrar em comparações com o Jardim Zoológico de Lisboa provavelmente ia sair um balanço negativo deste passeio, porque temos realmente na capital portuguesa um zoológico excepcionalmente bom e repleto de actividades. Ainda assim, este é muito agradável, muito verde (como quase tudo por aqui), e segue também a tendência de ter bastantes “vilas” e espaços amplos ao invés de jaulas. Muitos dos animais estavam escondidos devido ao calor, mas foi divertido na mesma. A Carol não estranhou minimamente os animais de maior porte; pelo contrário, era só sorrisos cada vez que a tirávamos do carrinho para ver um bicho novo.

    Um aspecto que ainda não tinha comentado por aqui e que me deixa bastante contente, é a quantidade de crianças que se vê pelas ruas. Vemos imensos casais jovens com filhos, e não só com um ou dois, mas com três, com quatro, com cinco, com carrinhos de dois lado a lado/à frente e atrás/em cima e em baixo, com uns pela mão e outros a caminho… é algo que acho que dá bastante ânimo, e que faz falta à sociedade portuguesa, que se encaminha perigosamente para uma sociedade de filho único e tardio.

    Finalizando o dia em beleza, estivemos os três esparramados na relva do parque, tendo às tantas uma menina um pouco mais velha que a Carol ficado encantada com ela e  se deitado ao seu lado fazendo carícias e dando beijinhos, e ela toda derretida.

    Good stuff!

  • Ryu Theme

    Estou mudando de tema mais uma vez. Ainda pretendo fazer uns ajustes nos próximos dias, por isso não estranhem se virem uns testes pelo meio.

    Dando crédito à fonte, vi este tema no blog de desenvolvimento Web do Bruno Scopelliti (boas dicas de AngularJS), e decidi “roubar”. Chama-se Ryu e é da autoria da Auttomatic. Continua simples, e permite que eu me estique um bocado mais nas imagens e vídeos.

    Esta mudança marca também a despedida dos anúncios do Google. Em dois anos fiz míseros 19.48€, que nem chegam para levantamento. Preciso arranjar outra maneira de sustentar este vício…

  • Bray

    image

    Este sábado foi dia de alugar carro outra vez.

    O fim de semana começou com chuva e não prometia nada, mas à tarde fomos abençoados com um belo sol. Já sabem o ditado, se não gostam do clima Irlandês, esperem 5 minutos!

    Temos uma boa quantidade de praias por perto, mas desta vez fomos um bocadinho mais a sul, pelo passeio, mais concretamente a Bray, que já pertence a Wicklow. Podíamos ter ido directamente pela auto-estrada M50, mas cometemos o erro de ir pelo centro, onde decorria a Dublin Pride 2013, e levamos cerca de uma hora a mais do que devíamos. Teve a sua graça…

    Bray é uma vila muito limpa e simpática, e tem a praia que mais me encantou até agora neztepaiz. Só faltou mesmo o mergulho, ou mais concretamente a coragem para dá-lo no gélido Irish Sea.

    Existe uma caminhada bastante recomendada de Bray até à cidade vizinha de Greystones, mas essa vai ter que ficar para quando a Carol crescer mais um bocado!

    Tá-se grand em Bray.

  • 5 Meses

    Cada vez tenho mais orgulho em ter trazido a minha filha ao mundo.

    Cada fase que ela tem passado tem sabido melhor que a anterior. Ela agora interage cada vez mais connosco, ainda que por vezes essa interacção venha sobre a forma de chapadas (de mão aberta ou fechada) ou arranhões. Sabe bem na mesma, mas quando vem com gargalhadas, é o auge do nosso dia.

    Passa grandes momentos a comunicar na linguagem dela. Tenta deitar a mão a tudo que consiga (arrancar os óculos do pai é instantâneo), apesar de ter medo dos brinquedos mais elaborados.

    Tem comido bastante, não se negando a nenhuma das sopas e vários legumes que vamos introduzindo, e até agora tem se revelado uma criança bastante saudável. Tem aguentado voos, viagens de autocarro, mudanças de clima abruptas e isto tudo sem ter ficado verdadeiramente doente desde que nasceu, tirando umas constipações leves, sem febre.

    É grande, é linda, é a melhor coisa que já me aconteceu na vida. Transformou-me a mim, às minhas prioridades, aos meus desejos, tudo isso aponta agora para este pequeno ser, tudo isso agora faz bastante mais sentido e dá muito mais gozo viver.

    She’s GRAND!

  • Emigrando para a Irlanda – PPS Number

    Já tinha aqui falado do PPS number, sem o qual não se é ninguém na Irlanda, mas vou deixar aqui mais um pormenor em relação a ele, que é bastante simples mas sobre o qual não consegui encontrar nenhuma informação nas internetes.

    Graças a todos os deuses, as minhas meninas já estão aqui do meu lado, e como tal fomos tratar desse bendito número para elas. Obviamente elas também não tinham comprovativo de morada no nome delas, e nem podiam pedir carta ao empregador como pedi.

    Para a Carolina nem era preciso por ser bebé, mas mesmo para a mamãe a solução foi fácil: tendo eu um contrato de arrendamento, bastou escrever uma cartinha dizendo que ela mora comigo. Ela é minha esposa, mas penso que também funciona para namoradas, amigos e tudo o mais.

    Grand!

  • Conduzindo à esquerda

    Irina On Left

    Este fim de semana alugamos um carrinho para passear e sentir pela primeira vez  como era a condução do lado errado da estrada.

    Foi melhor do que esperava. Não achei muito difícil, e isto até para mim, que nem em Portugal sou grande condutor. Para a minha amada mulher que até é grande condutora  também não foi, apesar de quase ter arrancado um espelho em Malahide.

    A maior dificuldade foram as rotundas, em que por duas vezes o meu co-piloto temeu pela vida por eu entrado à bruta, sem confirmar que não vinham carros do lado de onde era realmente suposto eles virem.

    O segredo é concentrarmo-nos em manter sempre à esquerda, seguir os outros carros sempre que possível, e rezar. Acho que em pouco tempo o chip do cérebro muda de vez.

    Já agora, aluguei na Thriffty, que recomendo. Apesar de ter má fama tem preços bastante bons (um pouco à imagem da minha própria empresa). Não recomendo é o site por onde fiz a reserva, o rentalcars.com (também conhecido como car hire 3000), que impingiu-me um seguro contra todos os riscos que depois nem dava para usar se não fizesse um depósito de 1200€ (!) no balcão. Deu para cancelar por telefone, mas irritou.

    Stay on the left!

  • 4 meses

    Este marco não podia deixar passar em claro, por vários motivos.

    Porque ela tem evoluído a um ritmo cada vez mais forte, nos últimos tempos, estando mais linda, sendo mais manhosa, revelando mais “truques”, tentando imitar o que vamos dizendo, nos deixando boquiabertos a todo o momento.

    Porque hoje além de “mêsversário” é um dia muito especial, aquele em que ela primeira vez ela vai variar da mesmice do leite e comer uma bela duma sopinha (sem sal ainda filha, há-de melhorar). Vai enrijecendo para a primeira viagem internacional, dentro de duas semanas, que nunca mais chegam.

    Porque a saudade está batendo forte, muito forte. E porque a amo, porque as amo.

  • 14 Semanas

    2013-04-30 10.59.09

    A minha amada filha já ultrapassa os 3 meses de vida. Vida curta, mas muito, muito preciosa.

    Desta vez a minha desculpa para não ter escrito na data exata em que ela completou os 3 meses é mais forte, mais pesada, diria até contra-natura: estava fisicamente longe dela, e queria escrever depois de vê-la, de abraçá-la, de senti-la nos meus braços, o que aconteceu neste fim de semana (prolongado, aqui na Irlanda). Passou voando. Mês que vem será bem melhor.

    Ela continua dormindo à noite que nem um anjo, mas já não é a bebé fácil e tranquila que descrevi há uns tempos atrás. Já sabe reclamar e resmungar, bastante bem até. E quando está numa de implicar, é difícil levar a melhor sobre ela, sem ser com colinho e passeio. Cedo para dizer, mas arrisco palpitar que terá personalidade forte.

    Todas as birras são de fácil esquecimento, quando amiúde nos desarma com aqueles sorrisões maravilhosos. Ia desiquilibrando o pai quando lhe ofereceu um desses no Aeroporto da Portela.

    Do sono já falei; a alimentação, ainda que por vezes tenha que ser feita com paciência, continua também de vento em popa. Já não podemos tirar os olhos dela por um segundo; cresceu bastante, se mexe muito. Este mês tem pediatra e algo que ansiamos muito, o início da alimentação “normal”.

    É apegadíssima à mãe maravilhosa que ela tem. Quem não seria?

    Continuam absolutamente lindas de morrer. Amo-as, sem limites.

  • Common you boys in blue!

    Dublin x Tyrone

    Ontem estivemos no mítico Croke Park, assistindo a uma final não tão mítica de Gaelic Football.

    O estádio, mesmo não estando cheio, é imponente. Foi lá que se deu um dos Sunday Bloody Sunday‘s que houveram ao longo da história (não é deste que a música dos U2 fala). Muito resumidamente, durante a Guerra da Independência, em 1920, o Reino Unido enviou um grupo de agentes secretos para combater o IRA em Dublin. O Michael Collins conseguiu descobrir a identidade deles e mandou limpar-lhes o sebo. Em retaliação, entre outras selvajarias, o pessoal britânico abriu fogo sobre a multidão num jogo de Gaelic Football no Croke Park.

    Em relação a esta partida em si, porquê o desencanto? Ora, o jogo em si até é bastante interessante, apesar do ritmo meio parado, mas a vibração nas bancadas… muito a desejar. Dublin jogava em casa contra Tyrone, não ganhava esta liga há 20 (!) anos e, ainda assim, termina o jogo e o povo todo fica mais ou menos na mesma. Uns lampejos de alegria aqui e ali, mas nada de lágrimas, gritos até doer a voz, achincalhamentos ao adversário… aliás, nem os próprios jogadores dentro de campo festejaram desalmadamente. Também não ajudou à nossa festa não ter havido um golozinho sequer na baliza “normal”, de rede! E só haver um cântico para o jogo inteiro, aquele que dá o título a este post.

    Quem quiser saber melhor as regras, que vá assistir um, que não é caro e são quase duas horas bem passadas, ou assista ao vídeo acima, que resume muito bem a coisa.

    Strange game!

  • Emigrando para a Irlanda – Custos

    Ireland Coins

    Esta é das partes que mais interessa a quem se muda: os custos. Contem com um maior salário, mas também com maiores despesas. Não na mesma proporção, senão não estava aqui!

    Começando pelo maior de todos: alojamento. Se, como eu, vierem para Dublin, não contem arranjar um T2 (pequenino!) por menos de 800-1000 euros. Quanto mais perto do City Centre, mais caro. As outras grandes cidades do país, como Galway ou Cork, são mais baratas nesse aspeto, mas regra geral oferecem também salários menores.

    Essa foi a má notícia. A boa é que o resto não é muito mais caro. A alimentação feita na rua é bastante mais cara, mas a “de supermercado” é quase equivalente. Há o Tesco e os nossos conhecidos barateiros Lidl e Aldi, que oferecem todos preços e promoções competitivas. E há a minha loja preferida, a Dealz, uma espécie de supermercado dos trezentos, com tudo a 1.49€.

    Luz e gás também não ficam atrás de Portugal e a água, pelo menos por enquanto, não se paga (uma das medidas de austeridade que querem implementar para 2014 é a água passar a ser tarifada).

    Para ter televisão e banda larga em casa, também há pacotes muito semelhantes aos que se encontram em Portugal, mas aqui para se ter televisão em casa, há uma taxa estúpida de 160€ por ano! Serve para sustentar o serviço público de televisão e radiofusão…

    O preço normal dos transportes não é barato, mas há esquemas que permitem comprar o passe ou uma bicicleta para ir para o trabalho com cerca de 50% de desconto, o que é excelente. Os carros são baratos, a gasolina é o mesmo preço mas os seguros e o imposto anual são bastante mais caros (rondando os 300€ por ano para o imposto e 30€ por mês pelo seguro, numa pesquisa não muito aprofundada que fiz).

    Um site bom para escolher fornecedores é o bonkers.ie, com comparativos detalhados para diversos serviços.

    A companhia aérea mais barata para se viajar é obviamente a Ryanair!

    Se me lembrar ou descobrir mais algo, aviso.

    I miss my girls, desperately.