Cinemadas

La La Land

Escrevo sobre este filme poucas horas antes de se confirmar se ganhará ou não uma catrefa de óscares, mas é mera coincidência.

Já referi aqui anteriormente o meu absoluto desprezo por esses prémios, e também já falei sobre a minha paixão por musicais, que tipicamente só é saciada com o recurso à revisitação de obras mais antigas.

Este filme em particular encheu as minhas medidas, não só por ter bastante qualidade no que à musicalidade e à poesia diz respeito, mas por diferir de outras obras mais recentes do género na medida em que não envereda muito pela vertente da megalomania; apesar de começar com uma cena bastante grandiloquente, tecnicamente impressionante e com milhentos figurantes, na maior parte do tempo prima pela simplicidade e pelo destaque ao talento dos protagonistas.

Tenho visto muita gente reclamar de todo o hype à volta do filme, e creio que a indignação é justificada; percebo que quem não goste de musicais não se deixe entusiasmar, e compreendo que o ritmo inicialmente morno não seja para toda a gente, mas comigo funcionou e foi me prendendo de mansinho até me arrebatar completamente. A prova final é as músicas ainda não me terem saído da cabeça, quase um mês depois de o ter visto. Sim. Sou desses.

Numa nota mais pessoal, também soube especialmente bem após não sei quanto tempo curtir um verdadeiro cineminha romântico com a mulher que amo!

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