Y.

Bloco de notas violeta, estrela e não cometa.

Categoria: Andanças

Venturas e desventuras pelo mundo afora

  • London, Day 3

    Neste dia fomos visitar a Madame Tussauds logo pela manhãzinha. Fiz a reserva dos bilhetes pela net, e é a melhor coisa que se pode fazer: a fila para as entradas normais dava a volta a vários bilhares grandes. Lá dentro é que foi pior, estava difícil até para respirar, com tanta gente.

    Deu no entanto para ver o essencial, tirar foto com a mão no rabo da Jennifer Lopez, dar soco no Muhammad Ali, a Irina aganfar-se ao Brad Pitt, etc.

    A tarde foi dedicada a andar à chuva, e isto é sina: sempre que eu vou andar no London Eye, chove pra caraças, não falha. Mas vale sempre a pena.

    Me Love no Eye com o tio Ben ao fundo

    Amanhã vamos ver se apanhamos um cagaço no London Dungeons, mas pelo pouco que a Irina sofreu no Chamber of Horrors do Madame Tussauds, não sei não. Fica pra pensar.

    BÓNUS: A próxima foto é dedicada a todos os meus amigos que praticam Krav Maga. Eles sabem quem são e o porquê.

  • Liverpool & London, Day 2

    Ainda não ficamos com autoridade para dizer que conhecemos verdadeiramente Liverpool; aquilo que fizemos durante a manhã deste dia, até à partida do comboio do tio Richard Branson, foi uma espécie de speed tour pela cidade. Deu para ver aquilo que nos disseram que era o principal: Albert Dock, St George’s Hall e o tal do mítico pub “The Cavern”, onde os Beatles tocaram no tempo da avó cachucha.

    Ygor Cardoso e John Lennon

    Pode ser que um dia lá voltemos para conhecer melhor, mas honestamente, a cidade não me pareceu tão interessante quanto isso.

    De regresso a Londres, e depois de um passeio por Oxford e Picadilly Circus, fomos experimentar assistir um musical no West End Londrino; assim a olho e numa decisão rápida, aquele com o qual mais nos identificamos foi o “Thriller Live”, um tributo ao MJ que nem é bem um musical, é mais um debitar das canções do gajo ao longo dos diversos períodos da sua vida (Jackson 5, Thriller, McCaulay Culkin, etc), pela voz e pelas pernas de diversos performers, masculinos e femininos.

    Não é tão lamechas quanto seria de esperar (até porque já está em cartaz desde antes da morte) e o elenco é bastante talentoso, apesar de exagerarem no overacting de vez em quando; há, no entanto, grandes momentos de música e coreografia (smooth criminal à cabeça) e gostei do facto de utilizarem bastantes músicas das menos conhecidas. Bom entretenimento.

    Ficou definido que a música oficial desta viagem é “Can You Feel It”, do tempo dos J5, grande pinta. Fica pra dançar.

  • Liverpool, Day 1

    Neste dia viemos até Liverpool apoiar o Sporting contra o Everton, em jogo a contar para a Liga Europa (taça UEFA). Conhecer Liverpool a sério ficou reservado para a manhã seguinte; foi chegar do comboio, meter as coisas no hotel, enfardar um buffet chinês e partir para o estádio. Só deu para sentir que ali o frio faz jus a São Ramalho.

    A rivalidade entre Liverpool e Everton está sempre a pairar no ar; por todo o caminho fui ouvindo palavras de incentivo dos adeptos dos Reds, incluindo do taxista que nos levou até à porta do estádio: um gajo com um sotaque indecifrável, uma gargalhada à Moura dos Santos, e que passou o tempo todo a fazer piadas com “Lisbons” e “Lesbians”, a dizer que estava a levar-nos para o meio da merda e a barafustar com a proximidade que o futuro estádio do Liverpool terá com o Goodison Park.

    Eu tinha prometido que independentemente do resultado, ia me abster de comentar as incidências futebolísticas em si, e isto vale até ao final da temporada. Em relação à envolvência do jogo, saí do estádio plenamento satisfeito, e com a sensação de dever cumprido.

    O Goodison Park é dos estádios mais antigos do mundo (1892), tendo sido palco de, por exemplo, o célebre Portugal-Brasil de 1966 em que arrumaram com o Pelé; só daí já valia a pena tê-lo conhecido. É um estádio acolhedor, à moda antiga, com catracas de rodar e bancadas assentes em madeira.

    Dois Grandes Leões no Goodison Park

    Os leões que lá estiveram foram grandes, tendo apoiado a equipa durante todo o jogo, conseguindo calar os muitos toffees presentes (estes eram bastante fraquitos, diga-se de passagem). Entre nós estava o grande Ricardo Sá Pinto, a quem tive a oportunidade de dar um palmadão. Foi uma grande, grande lição do sportinguismo que não se deixa morrer.

    Amanhã conto mais.

  • England, Day 0

    Bom, cá estamos nós outra vez em Londres, e lá vou eu ver a bola outra vez. Pode-se pensar que todas as minhas visitas ao Reino Unido são por esse motivo, mas desta vez calhou o Sporting tar cá ao mesmo tempo que eu. Boa desculpa para conhecer a cidade dos Beatles e etc.

    Ainda tou à espera que me expliquem porque é que sinto menos frio com 2 graus aqui do que com 6 ou 7 na Caparica, tá bué leve.

    Apertem!

  • Badoca Park

    Grandas GNU!
    Grandas GNUS!

    Este feriado, e a propósito do aniversário da mais que mais que tudo, aproveitamos para fazer uma coisa que já vínhamos prometendo há bastante tempo: conhecer o Badoca Park.

    E o Badoca é fixe. Para quem não sabe, o Badoca é um parque temático inspirado no continente africano, na região portuguesa mais parecida com África: o Alentejo.

    Há lá um safari puxado por um tractor que decorre durante cerca de uma hora; o seu grande forte nem é a variedade de animais (que é imensa), mas o modo como vai sendo apresentado pelos simpáticos guias alentejanos. Come-se bastante pó, mas aprende-se imenso acerca da vida das girafas, búfalos, gnus e companhia, que andam por lá à solta.

    Há também espectáculo de aves de rapina, uma ilha de primatas, uma simulação dum rafting e sessões de interacção com os lémures marados de Madagáscar. E um parque de cabras, que me deu fome: eu que sou da cidade, só descobri agora que as cabras cheiram mesmo igual ao queijo de cabra…

    Num país com tão pouca oferta a nível de parques temáticos e afins, o Badoca faz muita falta.

    Uma palavra de apreço para o hotel em que ficamos, o Vila Park, em Vila Nova de Santo André. É um 3 estrelas que mais parece ter 4 ou 5. Costuma ter bastantes promoções: eu aviei-me num dos leilões que costumam fazer no site, tendo arrebatado por uma pechincha duas noites com um jantar de mariscada delicioso incluído. O chefe recomenda.

  • Paz e Amor

    Paz e amor. Estas duas palavrinhas bastam para descrever o passado fim-de-semana. E é tudo o que um homem precisa.

    A bordo do saxónico, para eu desenferrujar um bocado do volante, parti com a minha mais que mais que tudo para uma longa viagem até ao Parque Nacional da Peneda-Gerês.

    O caminho é longo e cheio de curvas e contra-curvas, mas vale bem a pena. A paisagem pelas entranhas da serra é indubitavelmente das mais belas de Portugal. Portugueses, metam na cabeça que o vosso país tem muito lugar bonito para se ver.

    Apanhamos uma promoção “à lorde” num hotel, com pequeno-almoço na cama, jantar romântico e um circuito de SPA; como não poderia deixar de ser, tudo muito menos atractivo do que parecia no panfleto, mas não deixou de saber MUUUITO bem, e de constituir o clima ideal para o fim-de-semana romântico perfecto. Até o bom sol ajudou à festa.

    Não percorremos toda a serra, mas deu para fazer um belo percurso turístico; Cascata do Arado, Miradouro da Pedra Bela, Covide, São Bento da Porta Aberta, Barragem de Vilarinho das Furnas… havemos de lá voltar para desbravar o resto!


    Y. e os calhaus


    Cascata do Arado


    Vista da Cascata


    Vista da Pedra Bela, 800m de altitude


    Uma obra de arte contempla outra

    Voltei de lá amando ainda mais a mulher que amo. Não por causa do São Valentim ou de outra treta do género; simplesmente porque é assim a cada dia que passa.

  • Day Three – Siamo Noi

    Precisei chegar a casa e escrever logo este post, enquanto ainda estou extasiado, enebriado, possuído, ensandecido. Existem muitas emoções fortes nesse mundo, mas nenhuma é igual a assistir a um jogo da selecção canarinha.

    A melhor torcida do mundo. Ponto.

    Londres foi completamente invadida pelos brazucas, em número, em alegria, em cor, em tudo. O metro já vinha verde e amarelo desde a primeira estação, e foi apertando até não mais. O Tuco ia enganando todo mundo, respondendo aos “é nóis” com um “valeu!” setubalense muito do aldrabado.

    O domínio tupiniquim começou logo na saída da Arsenal Station: 5 italianos começaram a gritar “siamo noi, siamo noi, campioni del mondo siamo noi“; imediatamente envolvidos por uma enorme massa amarela, que improvisava “SIAMO NOI, SIAMO NOI, CINCO VOLTE CAMPIONI SIAMO NOI”, os azuis evaporaram, completamente. Ciao!

    Infelizmente o nosso amigo saudita que trazia os bilhetes se atrasou, e entramos com uns 3 minutos de jogo. Deu tempo. Ainda recrutamos um puto polaco pelo caminho; um luso-brasileiro, um luso-luso, um saudita e um polaco. Todos inteiramente brasileiros in questa notte! Os gritos de “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor” do Tuco que o digam!


    Tuco, o Zuca!


    Alsaleh, came to support Italy, but got brainwashed!

    No campo, os homens dando show, fazendo gato e sapato da defesa italiana, marcando belíssimos gols. Gaúchão e Robinho faziam maldade, e a torcida (60000) na bancada maltratava de igual modo os italianos. Tinha um napolitano ao meu lado quase chorando; cada vez que eu gritava, ele se imaginava me degolando. Saiu do estádio 15 minutos mais cedo. Arrivederci!

    No final, flamenguista abraçado com vascaíno, gremista com colorado, japonês com paraíba, e eu pulando no meio do moche da mancha verde (desculpa aí cunhadão)!

    Festa e batucada por todo o caminho. Samba, brega, funk. A melhor torcida do mundo. SIAMO NOI!

  • Day Two

    Hoje a chuva não foi molha-parvos; molhou tudo o que é otário que andava na rua, sem excepção. O dia de hoje poderia ser assim resumido: choveu, choveu, e choveu. Não parou de chover nem um minuto que seja.

    Ainda assim, passei bastante, ainda que travelling solo. Eis que ao segundo dia, vi o gajo. Não foi o Vale e Azevedo, foi mesmo o Big Ben.

    Não que eu seja grande fã, acho-o um presunçoso do caraças, mas este tem mesmo que se ver.

    Estive também no olho. E chove chuva.


    Olha o gajo querendo aparecer na minha foto ali de ladex; emplastro!

    Antes disso, o clássico Natural History Museum, para ver os nossos avós Dinossauros, e tudo o que é bicho que anda (ou já andou) por aí. Mais um imperdível.

    Mesmo ao lado estava a universidade do Nuno, o Imperial College, onde almocei, e segui para o Science Museum; bastante diverso, educativo e tudo o mais, dá também para um gajo divertir-se um bocado com as experiências que por lá se fazem. E ver uns cérebros engarrafados.

    E amanhã… dia de SOCCER!!! BRAAAAAAAAAASIL-SIL-SIL-SIL!!!! Fui!

  • Day One

    *Para os preciosistas: foi Day One sim senhor, o dia de ontem foi Day Zero. Sou mais esperto que vocês ou não sou?

    O dia foi cansativo, mas proveitoso. Não houve neve, só uma chuvinha molha-parvos.

    Estivemos no British Museum, como não podia deixar de ser; a manhã inteira não chegou nem para ver metade, mas mesmo assim vimos muita, muita coisa, destacando o Ancient Egypt, o Mexico e o Japan. Sinto-me sempre mais sábio e com vontade de coçar a barba, quando vou a sítios destes.

    À tarde, o Imperial War Museum, que me surpreendeu, pela positiva. Não é preciso ser apaixonado por história de guerra para adorar a visita. Impressionante o espólio de armas, tanques, aviões, bombas, fardas, informação, relíquias e tudo o mais. O Tuco ficou maluco, queria ficar a morar lá, dentro de um tanque ou de um submarino, mas eu não deixei. Ele tem cara de alemão, não lhe iam tratar bem.


    Será que daqui acerto na careca do amuco?

    De salientar que estes dois museus, enormes em tamanho e qualidade, são gratuitos. É um luxo.

    De resto, passagem por Picadilly, Trafalgar Square, muita caminhada para combater o frio. Amanhã há mais.

  • Just touched down in London town

    Cheguemos!

    A viagem

    O voo foi tranquilo. O único brazuca (além de mim) que “detectei” no meio do pessoal, ficou sentado ao meu lado, o Gilmar. Ficamos na dianteira do avião,nos primeiros lugares da primeira fila, porque brasileiro gosta de aparecer.

    Estávamos mesmo em frente à cabine dos pilotos e, antes de descolarmos, ouvimos o comandante a dizer para o sub: “I need to take a shit“. Como é óbvio, fomos obrigados a apelidá-lo de Capitão Cagão. By the way, ele era igual ao Craig Bellamy (cara de bebâdo, portanto).

    Deu ainda para presenciar um desaguisado bem à portuguesa: duas senhoras com idade para ter juízo no despique, por causa de um lugar à janela. Felizmente, o Capitão Cagão acabou a sua obra a tempo, e veio apartar a briga, em pessoa. Capitão Cagão saves the day!

    O resto da viagem não tem grande história, o Gilmar dormindo, eu lendo a Turma da Mônica.

    A chegada

    A chegada não foi tão tranquila quanto a viagem.

    Não bastando o aeroporto de Luton ser no cú de Judas, Judas tá com o cú coberto de neve! O efeito visto lá de cima, é espectacular (parece que a cidade tá toda soterrada), mas tivemos que esperar que limpassem a neve da pista para o avião estacionar. Isso somado com as horas que levaram a ir do cu de Judas até ao centro, mais o tempo de encontrar o Tuco, mais o tempo de chegarmos a casa, deu… umas horas valentes, roxo de fome.

    Mas PRÓNTES, cá estou eu em Hounslow (ou Little India), e até nem tá tanto frio quanto esperava. Mais novidades para breve!