Y.

Roncou de raiva a cuíca, roncou de fome.

Categoria: Andanças

Venturas e desventuras pelo mundo afora

  • Emigrando para a Irlanda – Custos

    Ireland Coins

    Esta é das partes que mais interessa a quem se muda: os custos. Contem com um maior salário, mas também com maiores despesas. Não na mesma proporção, senão não estava aqui!

    Começando pelo maior de todos: alojamento. Se, como eu, vierem para Dublin, não contem arranjar um T2 (pequenino!) por menos de 800-1000 euros. Quanto mais perto do City Centre, mais caro. As outras grandes cidades do país, como Galway ou Cork, são mais baratas nesse aspeto, mas regra geral oferecem também salários menores.

    Essa foi a má notícia. A boa é que o resto não é muito mais caro. A alimentação feita na rua é bastante mais cara, mas a “de supermercado” é quase equivalente. Há o Tesco e os nossos conhecidos barateiros Lidl e Aldi, que oferecem todos preços e promoções competitivas. E há a minha loja preferida, a Dealz, uma espécie de supermercado dos trezentos, com tudo a 1.49€.

    Luz e gás também não ficam atrás de Portugal e a água, pelo menos por enquanto, não se paga (uma das medidas de austeridade que querem implementar para 2014 é a água passar a ser tarifada).

    Para ter televisão e banda larga em casa, também há pacotes muito semelhantes aos que se encontram em Portugal, mas aqui para se ter televisão em casa, há uma taxa estúpida de 160€ por ano! Serve para sustentar o serviço público de televisão e radiofusão…

    O preço normal dos transportes não é barato, mas há esquemas que permitem comprar o passe ou uma bicicleta para ir para o trabalho com cerca de 50% de desconto, o que é excelente. Os carros são baratos, a gasolina é o mesmo preço mas os seguros e o imposto anual são bastante mais caros (rondando os 300€ por ano para o imposto e 30€ por mês pelo seguro, numa pesquisa não muito aprofundada que fiz).

    Um site bom para escolher fornecedores é o bonkers.ie, com comparativos detalhados para diversos serviços.

    A companhia aérea mais barata para se viajar é obviamente a Ryanair!

    Se me lembrar ou descobrir mais algo, aviso.

    I miss my girls, desperately.

  • Emigrando para a Irlanda

    Faz hoje uma semana que estou na Irlanda. Sendo cedo para grandes balanços, já consigo transmitir algumas dicas para quem queira ou precise seguir o mesmo caminho.

    Salto a parte de encontrar emprego, porque já vim com ele assegurado. Assim sendo, a minha principal tarefa à chegada foi encontrar casa.

    “O” site da especialidade aqui é o daft.ie. Tem muita oferta, mas também muita procura. É muito comum vermos um anúncio recente, tentarmos estabelecer contacto e o local já estar nas mãos de outro inquilino. Eu não sofri muito com isso porque até nem estou no centro da cidade, mas estejam preparados para ser pacientes. Aconselho também a fazerem logo contacto telefónico, porque nem sempre respondem aos mails.  Ou seja, assim que chegarem, arranjem também um cartão SIM irlandês.

    Tipicamente os contratos de arrendamento são no minímo de um ano, mas não se preocupem muito com isso: na Irlanda não é ilegal sub-alugar ou re-atribuir o aluguel a outra pessoa. Se depois quiserem ou tiverem de ir embora, “só” tem que tratar de arranjar novos inquilinos. Estejam preparados também para, à cabeça, dar um mês de renda e outro de caução, mas isso também é o normal em Portugal.

    Antes de mais, para serem alguém aqui, precisam de um PPS number. O PPS number é um identificador que corresponde ao número de contribuinte/número de segurança social em Portugal. É simples de pedir, bastando apresentar um documento válido (passaporte/cartão do cidadão) e uma morada. É aqui que a porca pode torcer o rabo, porque:

    • Para ter PPS number, é preciso uma morada
    • Para fazer um contrato de arrendamento, é preciso um PPS number

    Ciclo infinito… a solução? Ou dar a morada de algum conhecido, que foi o que fizemos, ou dar a morada do hotel em que estão alojados, e fazer a alteração para a morada definitiva à posteriori.

    Como  também interessa que comecem logo a cair euros de proveniência Irlandesa nos nossos bolsos, é conveniente abrir assim que possível uma conta bancária. Aqui também varia: alguns bancos pedem o PPS number e um comprovativo de morada (uma conta, que não temos), outros possuem balcões que aceitam cartas de empresas dos arredores (foi o nosso caso), é uma questão de se informarem.

    Pode acontecer também que certas empresas ou senhorios exijam registro criminal, portanto, peçam-no no país de origem antes de virem, e traduzam-no através de um tradutor certificado. Quem for casado e/ou tiver filhos, que traga e traduza também os assentos de casamento e nascimento, pois mesmo que não tragam de imediato as vossas crias, podem pedir logo o Child Benefit, que ainda é 130€ por criança, o que é uma boa ajuda.

    Especificamente para Dublin, aconselho também que façam logo um Leap Card, que é um cartão recarregável para andar nos transportes, e que se compra em várias lojas por toda a parte. Sem ele, o sistema é chato: nos autocarros de Dublin os motoristas não aceitam notas nem dão trocos, temos que dar o valor exacto ou ficamos sem troco; apesar de se poder pedir reembolso à posteriori na central, é um sistema muito chato. Essa dica vale para turistas também.

    Quando souber mais, vou partilhando.

    I miss my girls, madly.

  • Zambujeira do Mar

    Primeira viagem a três que fizemos, sendo que não nos sentindo confortáveis com andar de avião nesta altura nem com ficarmos a grandes distâncias do lar, escolhemos a Zambujeira do Mar para passar uns dias, e para uma grávida de primeira viagem relaxar um bocado do stress destes primeiros tempos.

    E a Zambujeira leva um bom pregnancy seal of approval. Quase tudo o que aqui escrevo é uma transcrição completa das recomendações do meu amigo Torre, devidamente comprovadas in loco.

    Comecemos pelo caminho. O Google Maps recomendava sair em Aljustrel na A2, mas o dito Torresmo recomendou sair antes, em Grândola Vila Morena, e ir por Sines e Vila Nova de Milfontes que é quase sempre em frente, evitando as curvas e contra-curvas de Santiago e do Cercal, propícias aos enjoos matinais da mulher amada.

    Ficamos na Herdade do Sardanito da Frente, que é agradável, calmíssima, espaçosa e com um preço honesto para o que oferece. Fica bastante perto da Zambujeira em si e do “abastecimento” em São Teotónio. É bastante melhor localizada que o badalado ZMar, por exemplo, e fornece pão alentejano quentinho pela manhã e fruta colhida nos diversos pomares da herdade, extrema e deliciosamente roubável pelos mais audazes (que não nós, claro).

    E das praias da Zambujeira pouco a dizer, todas belíssimas. Só vimos a dos Alteirinhos de cima, porque a escadaria também não animou a gestante. Isso ou a perspetiva de uma praia naturista me levar a ficar peladão em público. O Jorge Palma terá escrito a música abaixo vestido ou em pelota? Fica pra pensar.

    O único senão que nos tinha sido avisado era a falta de alternativas boas/baratas para comer. O Restaurante “O Manel” safa-se, o peixe da “Ti Vitória” leva um nim, era fresco mas caro e com um serviço muito demorado. A pizzaria Casino da Ursa já leva um Bom+, com umas belas saladas de polvo ou de ovas para abrir o apetite, um ambiente agradável e um preço razoável.

    Lamento não ter provado o famoso marisco da Azenha do Mar (proibido para a grávida, faria de mim um torturador sádico), vai ficar para pensar.

     

  • Dublin, the end

    O último dia só deu mesmo para apanhar o autocarro e ir embora!

    Dublin é uma cidade que vale muito a pena para um short-break, e penso que não mais do que isso, pois percorre-se e vê-se bem em poucos dias, apesar de não ter visto ou feito algumas coisinhas que gostaria, nomeadamente a relíquia que é o Book of Kells, um joguinho de rugby ou de futebol gaélico, um espectáculo musical qualquer que fosse, o Phoenix Park, o interior de algumas catedrais e museus… fica para uma passagem breve quando voltarmos para conhecer mais do resto da Irlanda.

    Resumindo, por aquelas bandas podemos encontrar gente alegre, um sotaque castiço, excelentes histórias, boa música, bom ambiente e boa cerveja. Fica pra voltar.

  • Dublin, day two

    Nesta noite e na do dia anterior ainda estivemos em Temple Bar, a zona noturna mais popular da cidade. Não desfrutamos tanto quanto esperado dos seus pubs por três razões: o cansaço, o orçamento apertado (uma pint custa sempre de 5 euros para cima) e o fato da cidade estar completamente a abarrotar de gente, nomeadamente gente de saias, devido ao Irlanda x Escócia do Six Nations que ocorreu no domingo.

    Ainda fizemos uma refeição num destes pubs só naquela de experimentar e por ser “barato” para os padrões (10€ por pessoa com bebida), que só serviu para confirmar que a comida para aqueles lados não é mesmo grande espingarda, um irish beef para a Irina que não sabia a nada, e um bacon roll (estufado e não frito) para mim que a nada sabia.

    De qualquer das formas, é sempre uma zona a visitar, os pubs já não são tão tradicionais quanto isso mas contém parte dos seus elementos históricos, é bastante animada (muitas personagens curiosas) e tem músicos de rua a cada 50 metros. Aos sábados de manhã há também feiras de artesanato e de comida, sendo que nestas últimas já se degusta qualquer coisinha de jeito.

    Estivemos na Guinness Storehouse, e esta é visita obrigatória para qualquer pessoa, mas ainda mais para quem gosta de uma boa cerveja preta. Bastante memorabilia engraçada da marca, algumas explicações sobre a história e os processos antigos e atuais, e uma pint de oferta, que deve ser preferencialmente bebida no Gravity Bar, o último andar do sítio, com vista panorâmica de 360 graus sobre Dublin. Mais uma vez, nem nos conseguíamos mexer lá dentro com tanto escocês, mas lá deu para beber e ver as vistas.

    Descobrimos que trabalhou lá um gajo que me arreliou na faculdade e que ainda arrelia a Irina, William Gosset, que inventou a distribuição estatística T-Student. Ele usou o pseudónimo “Student” porque a Guinness proibia que os seus empregados publicassem papers de qualquer espécie, com medo que divulgassem segredos da marca.

    Depois de mais umas caminhadas valentes, uma visita ao St Stephen’s Green e ao  Oscar Wilde (The Queer with the Leer ou The Fag on the Crag) no Merrion Square, ouvimos diversas gaitas de foles, saias e verdes e brancos alegres a dirigirem-se ao estádio Aviva. O hooligan reprimido que há em mim não resistiu à imagem de claques verdes e brancas a dirigirem-se a um estádio, e lá fomos atrás deles sentir o ambiente, lamentando não ter bilhetes, fosse para sentir a verdadeira essência da coisa ou para vender a um preço que pagasse a viagem a um dos muitos adeptos desesperados que gritavam por bilhetes.

    Ficou pra pensar.

  • Dublin, day one

    Uma coisa que não referi na introdução anterior é que andamos sempre a pé, só utilizamos o autocarro para ir e vir do aeroporto.  Foram umas valentes caminhadas a esticar as hérnias de me wife, mas é uma cidade altamente “andável”.

    Começamos estas caminhadas com uma walking tour de que ouvimos falar no hostel, que é gratuita (yes), e é muito, muito boa. Faz parte deste conceito que já existe em algumas cidades da Europa (para quando uma em Lisboa?) e é realmente excelente. O nosso guia foi o Robbie, e não consigo imaginar que exista melhor; extrovertido, gozão, entusiasta e com um conhecimento histórico enciclopédico da cidade (e das cidades dos “convidados”, apesar de não ter larachas sobre Portugal na manga).

    Recebemos uma enorme injeção de informação, da qual vou enumerar apenas algumas curiosidades, as restantes ficam para conferirem in loco:

    Os irlandeses são um bocado portugueses

    Durante a primeira guerra mundial, os irlandeses, desejosos de obter a independência da Inglaterra (como em grande parte da sua história), foram pedir ajuda aos alemães. Como estes não curtiam os ingleses, enviaram com gosto um barco com 20000 fuzis e 4 milhões de munições. Os alemães, como são alemães, chegaram ao local combinado a horas. Os irlandeses, como são irlandeses, chegaram dias depois, já com os alemães descobertos e capturados pelos ingleses.

    O monumento Spire of Dublin (ou The Erection at the Intersection, ou ainda The Stiffy by The Liffey), no meio da O’Connell Street, foi construído tendo em vista as comemorações da viragem do milénio, mas só ficou pronto… em 2003.

    Acho que não preciso explicar a comparação.

    Os irlandeses não curtem mesmo os ingleses

    Conforme referi, sempre que possível, ao longo da história e desde o século XII, lutaram para obter a separação dos ingleses. Atualmente, sempre que podem, fazem piadas sobre eles.

    Por exemplo, a Ha’penny Bridge (contração de half penny, o quanto custava atravessá-la) foi construída pela empresa Harland and Wolff, a mesma que construiu o Titanic. Ao contrário deste, a ponte nunca caiu porque não é conduzida by an Englishman.

    O Saint Patrick’s Day foi inventado pelos americanos

    Ok, não o dia em si, que é dos mais tradicionais (apesar do Saint Patrick afinal nem ter lá nascido) mas a forma como é atualmente celebrado. Até há cerca de 20 anos atrás, era um feriado estritamente dedicado à religião, sendo o único dia a par do Natal em que os pubs não podiam abrir. Os emigrantes irlandeses em Nova Iorque, Boston e afins começaram a usá-lo para beber até vomitar, e os que lá ficaram agradeceram quando o governo se rendeu.

    É semana que vem e quase já não se fala em outra coisa.

    Os U2 são vingativos

    Os U2 são donos de vários pubs e outras propriedades em Dublin. Reza a lenda que, após um dos primeiros ensaios da banda, o Bono e o The Edge estavam à procura de um sítio sossegado para beber um copo e tentaram fazê-lo no The Clarence Hotel. Foram expulsos pelo funcionários, que alegaram que eles não eram do tipo de pessoa que mereciam ser servidas no Clarence. Eles fizeram um escândalo e prometeram que, quando fossem ricos, comprariam o hotel e despediriam os funcionários. Cumpriram.

    Gravaram lá no telhado o clip de A Beautiful Day.

    O Castelo de Dublin não é um Castelo

    Neste momento o Dublin Castle é simplesmente um conjunto de edifícios dispersos, sendo que a única parte remanescente da original construção de meados de 1200 é uma torre, a Record Tower, que serviu de prisão e proporcionou uma fuga à La Shawshank Redemption de Red Hugh O’Donnell (eles pronunciam Redju).

    Tem também uma “senhora justiça” que ao contrário do habitual, não está vendada (não é cega), tem uma balança que pende mais para um lado quando chove e que está de costas para a cidade. Segundo dizem, personifica bem a (in)justiça irlandesa, ou para terminar:

    There she stands at her station, with her eyes to the ground and ass to the nation.

  • Dublin, day zero

    Não foi por preguiça nem por me chatear com o telemóvel que não fiz o diário de viagem em tempo real, simplesmente esqueci o adaptador de corrente em casa e andei sem bateria estes dias. Até soube bem.

    Nos próximos dias vou transpondo o relato que fiz mentalmente e no moleskine, mas digo desde já que valeu a pena.

    Quase não vimos sol mas também não apanhamos muito frio nem chuva, estiveram sempre à volta de 17º. O Dublin Central Hostel é decente e baratucho, o staff é bastante simpático (como quase toda a gente em Dublin) e tem uma cozinha muito boa para o preço que cobra. É também central (como o nome indica) e prático para se apanhar uma bebedeira em Temple Bar, sendo o caminho de regresso literalmente sempre em frente.

    No primeiro dia chegamos tarde mas deu para aprender que Dublin é Baile Átha Cliath em irlandês, confirmar desde logo que os irlandeses são dos povos mais simpáticos da Europa, e para fechar a noite receber uma tentativa de assédio… de um indiano, no primeiro fast-food em que entramos. Tive a impressão que ele me fazia olhinhos, e confirmei-o quando no fim ele deu duas palmadinhas no saco e disse “I packed extra chicken wings just for you“. Ninguém me manda ser bonito.

  • Boca do Vento

    Desde a última sexta até ao dia 22 de Setembro decorrem algumas iniciativas da Semana Europeia da Mobilidade aqui no concelho de Almada; a esmagadora maioria são para inglês ver, mas ontem aproveitamos que a descida do Elevador da Boca do Vento era gratuita e lá fomos.

    Para quem não conhece recomendo; já não ia lá há tantos anos que me tinha esquecido o quanto aquele espaço é bonito, apesar de só estar aproveitado em certa parte.

    Tão bonito que incita as hormonas da juventude à pouca-vergonha em terreno público, mesmo de frente para a ponte do elevador, com imensa gente a passar ao lado.

    Fica pra pensar.

  • Madeira

    Durante a semana passada estive mais uma vez na pérola do atlântico com a mulher amada, e ainda a sobrinha e a cunhada mais nova.

    Como grande parte dos sítios que lhes mostramos já aqui foram descritos em relatos anteriores, vou só falar de duas “novidades”:

    Parque Temático de Santana

    Só peca por ser algo caro (10€/8€ crianças) para o tamanho e o número de atrações que tem, mas tudo o que tem é cuidado e bem feito. O espaço é agradável, os funcionários extremamente simpáticos e prestativos, e as atrações são todas bastante educativas de uma forma divertida, sem serem maçadoras.

    Destaco o “teatro virtual” raízes da madeira, um teatro feito com projecções sobre a história da ilha desde o descobrimento até aos dias de hoje (com algumas histórias bastante interessantes, como o grande saque de piratas ao Funchal a 3 de Outubro de 1566), o típico comboio de parque de diversão “à descoberta das ilhas” e as réplicas perfeitas (exteriores e interiores) das casas de Santana.

    Quinta do Santo da Serra

    Um segredo bem guardado, que ao contrário do anterior, é inteiramente gratuito. Nem apanhei bem se o nome oficial é mesmo Quinta do Santo da Serra, mas é o antigo Parque Blandy, e está mesmo no centro da freguesia, a seguir da igreja. Animais (estilo quinta pedagógica), imensa vegetação devidamente cuidada e catalogada e miradouros deslumbrantes. Grande lufada de natureza e ar fresco.

    Fica pra voltar.

     

  • Porto da Raiva

    Não tenho postado nada ultimamente porque parti há uma semana atrás em peregrinação pedestre a Fátima, para saudar o Papa Bento. Apesar das bolhas nos pés e das dores nas juntas proporcionadas pelas dormidas nos quartéis dos bombeiros, valeu plenamente o esforço: estou outro homem. Purificado, em paz comigo mesmo, só volto a fazer o amor depois do casamento e nunca mais digo que em cada lampião há um cabrão.

    Rio Dão

    Mentira!

    Mas passei por bastantes peregrinos no fim de semana, indo eu a caminho de Viseu, mais propriamente de Mangualde, para um baptizado de um primo.

    Infelizmente e ao contrário do que tinha planeado, foi uma viagem sem história, porque partimos e regressamos no mesmo dia, mas no meio do caminho há uma localidade chamada Porto da Raiva, e esse foi o facto mais interessante da semana.

    Quem nasce em Porto da Raiva será o quê? Portuense da Raiva? Portuense Raivoso? Fica pra pensar.