Y.

What’s the craic?

Autor: Y.

  • Meia Maratona de Lisboa no Android

    A Meia Maratona de Lisboa está quase aí, e este ano já me inscrevi e não paguei. A vodafone lançou uma app oficial para a prova, e se nos inscrevermos através dela, não pagamos a quantia da praxe.

    É procurarem no market a app “vodafone runner” (por acaso a app está muito boa) e instalarem, ficam também habilitados a uma viagem para Londres, na data da maratona. As inscrições por esta via são limitadas ao número de dorsais gratuitos disponíveis, so… run!

  • 3

    Nunca “comemorei” isto antes porque nunca reparei na data certa, mas faz hoje três anos que comecei a escrever aqui.

    Nesses três anos vivi em três casas, visitei três países e tive três empregos. Fui três vezes à Madeira.

    Tive três tristes presidentes no Sporting, Sporting esse que vi três vezes no estrangeiro. Infelizmente, por três vezes vi o Sporting não ser campeão.

    Por três vezes exerci o meu direito de voto, e três vezes tive que ir ao consulado brasileiro para conseguir renovar o meu passaporte.

    Nestes 3 anos, perdi muito mais que três cabelos. Só amei uma mulher, que vale por mais que três.

    Perdi mais que três minutos lembrando e escrevendo estes inúteis fatos…

  • Ielts results

    Na sequência deste post, o que essa preparação que eu descrevo rendeu foi uma média de 8, com 8.5 no reading e no listening, 8 no writing e 7 no speaking. De acordo com o que eu esperava e com o que eu acho que são os meus “dotes” na língua inglesa, que com maior uso diário na parte falada poderia aspirar a mais qualquer coisinha.

    De salientar que a pontualidade é efetivamente britânica; anunciaram os resultados para ontem às 17h00, e depois de vários cliques furiosos no botão find deste site durante o dia ontem, só obtive resposta depois das 16h30…

  • Coelho Pirata

    Falando de um tema que me é cada vez mais caro:

    Quem como eu visita frequentemente o Pirate Bay, pode ter sentido alguma estranheza ao ver a foto do Paulo Coelho escarrapachada na homepage, de há uns dias para cá.

    Sucede que o Pirate Bay está disposto a promover artistas que manifestem esse interesse, e o Paulo Coelho foi lesto a aproveitar essa benesse, ele que faz questão de vincar a sua posição favorável quanto à pirataria.

    Vinda de um dos autores que mais vendem no mundo, e um dos mais inteligentes na forma como trata a escrita como um negócio,  esta frase é lapidar:

    “Quanto mais gente piratear um livro, melhor”.

    Não sendo fã, tiro aqui pela segunda vez o chapéu ao menino que nasceu morto.

  • Warrior

    Esqueçam The Wrestler, esqueçam The Fighter, Warrior é o melhor filme sobre lutas desde Million Dollar Baby.

    Um pai/treinador alcoólatra (standard Nick Nolte) e dois irmãos a lutarem para tentar ganhar um torneio de Mixed Martial Arts em busca de redenção/honra a demonstrarem o quanto um bom e velho cliché sempre tem lugar, quando nas mãos certas.  E que o Tom Hardy tem tudo para ser um grande Bane no próximo Batman.

    Acho que nunca se julgou que uma história sobre MMA podia deixar tanta gente de lágrima no olho.

  • Send to Kindle

    Não sei se fui eu que andei distraído ou se isto passou mesmo despercebido. Agora (já há umas semanas) há uma aplicação oficial da Amazon para enviar documentos diretamente do nosso computador para o kindle, trocando o passo de enviar as coisas para o e-mail kindle por um simples clique (ou então escolhendo o sendtokindle como “impressora” aquando de uma impressão). Dá jeito.

  • IELTS

    O primeiro objetivo do ano está cumprido, ontem foi dia de prestar provas IELTS. Os resultados só sairão daqui a 13 dias, mas penso que correu bem, e deixo já aqui umas dicas de preparação para quem pretender fazê-lo.

    Inscrevi-me para o exame no British Council de Lisboa, mas o exame é igual em qualquer parte do mundo, portanto tudo o que aqui digo é válido para o Brasil ou para onde quer que seja. Fiz também o “General Training” e não o “Academic“, que à partida é um bocado mais exigente na parte de reading, mas penso que a bitola de quem estuda para qualquer um dos dois deve ser a mesma, eu pratiquei tanto com testes de um quanto do outro. O livro que segui foi este, que acho que também está disponível em outros lugares.

    Para o listening e para o reading, o que há a fazer é praticar, praticar e praticar, não tem engano. Para o listening aconselho também  concentrarem-se ao máximo, pois lá no exame a dada altura comecei a pensar em outra coisa qualquer e saltei uma pergunta, o que espero que não me prejudique muito. É muito mais fácil concentrarmo-nos a ouvir algo em casa de fones nos ouvidos, do que num auditório cheio de gente.

    A componente de writing obviamente também requer prática, mas além desta, é preciso tomar nota dos diferentes estilos de escrita que os avaliadores gostam de ler, e dos erros comuns a evitar, como repetições, falta de estrutura ou de introdução/conclusão, introdução tirada literalmente da pergunta, e por aí vai.

    Finalmente, na componente de speaking, o melhor treino possível é falar com alguém (agradeço imenso ao meu amigo Tuco, pela disponibilidade), pois por melhor que seja o nosso inglês, se não o desenferrujarmos de quando em vez, o sotaque começa a tender para o russo. Pode-se também treinar a primeira pergunta, porque é sempre sobre um tema acerca nós (origem, casa, emprego), e é fácil cobrir todas as possibilidades. A conversa é simples, o ambiente é calmo, e passa num instante.

    De resto, é ter calma e espalhar magia.

     

  • The Rum Diary

    tinha aqui dito o quanto ansiava por ver este filme,depois de ter lido o livro. O resultado dessa expetativa? Bom, positivo ele é. O filme é engraçado, entretém, o cenário e o ambiente estão bem conseguidos (ainda que não tão exóticos e excitantes quanto descritos no livro), mas fica na boca aquele gosto de quero mais.

    Dando de barato que o estilo de escrita do Hunter S. Thompson é dos mais complicados de se adaptar ao cinema ou ao que quer que seja (o Fear and Loathing in Las Vegas é melhor, mas não é brilhante), fico com a sensação que o material dava azo a que se fizesse melhor.

    Foi omitido um personagem brutal (Yeamon), o que tomou algum do seu lugar é meio insonso (Sanderson) e fez com que algumas cenas essenciais se ressentissem, nomeadamente e sem revelar demasiado a quem não viu, a prisão e o carnaval. Faltaram a estas essencialmente o desvario com que Thompson incendiou o livro.

    Por fim, não posso deixar de referir duas coisas. A primeira é uma metáfora utilizada por uma das personagens, que diz que, querendo construir 10 hotéis (ou algo parecido), diz primeiro à população que irá construir 100, depois “negoceia”, “cede” a fazer só 10, e passa por benevolente. Isto é uma receita antiga, e exatamente aquilo que contínua e diariamente tem sido feito ao povo português.

    A outra é que a Amber Heard… até me esqueci o que ia dizer. Fica pra pensar.

  • British Isles

    Algo que eu nunca sequer tinha pensado em perceber, explicado de forma tremendamente simples, em 5 minutinhos. A diferença entre Reino Unido, Grã-Bretanha e Inglaterra.

  • La piel que habito

    Glorioso regresso do Banderas ao colo do pai Almodovar, que apresenta aqui o seu melhor filme desde Hable con Ella. É menos chocante e “terrorífico” do que foi propagandeado, mas ainda assim, um thriller daqueles.

    O Banderas é um renomado cirurgião plástico que, desde que a mulher se suicidou após ter tido o seu corpo completamente queimado num acidente de viação, dedica o seu tempo a tentar desenvolver um novo tipo de pele humana, mais resistente do que a original. Para esse efeito, mantém cativa como cobaia na sua mansão uma mulher, completamente controlada pelo doutor e pela sua fiel governanta.

    Além da tragédia da viuvez, descobrimos em seguida que a filha de ambos também cometeu suicídio após ter sido vítima de violação. Esta sequência de acontecimentos do passado e do presente vai sendo apresentada de forma intercalada, até termos lentamente todas as peças do complexo puzzle em que as personagens estão envolvidas, sendo tudo isto temperado com ingredientes que Almovodar habitualmente utiliza (mães/mulheres a ditar o rumo do enredo, pais/infâncias problemáticas), mas de uma forma muito mais sóbria (menos melodramática).

    Juntem-se a isto brilhantes interpretações e uma banda-sonora excelente como do costume e, a par do Drive, o filme de 2011 que mais gostei, até agora.