Y.

What’s new, pussycat?

Autor: Y.

  • Copa do Mundo – Primeira Rodada

    Portanto, ontem fechou a primeira rodada da fase de grupos da Copa. Vou tentar resumir humildemente cada jogo, com uma frase-chave:

    Brasil – Croácia (3-1)

    Valeu Japonês, tamo junto!

    México – Camarões (1-0)

    Volta, Roger Milla.

    Espanha – Holanda (5-1)

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    easyjet netherlands spain

    Chile – Australia (3-1)

    Chora na Austrália que é lugar quente.

    chororo valdivia

    Colômbia – Grécia (3-0)

    O bagulho é do bom mesmo.

    Armeration Colômbia Grécia

    Costa do Marfim – Japão (2-1)

    A bengala do Drogba continua firme.

    Uruguai – Costa Rica (1-3)

    Neymar é o caralho, meu nome é Joel Campbell, porra!!

    Inglaterra – Itália (1-2)

    Balotelli, o Rei da Selva.

    Suiça – Equador (2-1)

    O Equador se ferrou vic.

    França – Honduras (3-0)

    Canta A cappela, porra!

    Argentina – Bósnia (2-1)

    O Messi não vomitou.

    Irão – Nigéria (0-0)

    Queiroz, tira esse casaco porra!!

    Queiroz Irão Nigéria

    Alemanha – Portugal (4-0)

    Futebol são onze contra onze até o Pepe sair da jaula.

    Gana – Usa (1-2)

    Baixou Lucky Luke no Clint Dempsey, mais rápido que onze sombras.

    Bélgica – Argélia (2-1)

    Mete o Slimani porra!

    Rússia – Coréia do Sul (1-1)

    Putin fortalecendo a amizade com a Coréia do Norte.

    akinfeev

     

     

     

  • Cliffs of Moher

    Cliffs of Moher

    Hoje foi dia do pai aqui na Irlanda e está acontecendo uma heatwave por aqui, que é como quem diz toda a temperatura que esteja acima dos 20 graus centígrados.

    Para “comemorar” fomos conhecer um dos cartões de visita e quiçá o local mais bonito da República da Irlanda, o conjunto de falésias à beira-mar plantadas conhecidas como Cliffs of Moher, do outro lado da ilha, no condado de Clare. Ao longo dos seus 8 km de extensão, além das falésias podemos ver a baía de Galway, as montanhas de Connemara e as Aran Islands, estas últimas visitáveis de barco e onde quase só se fala Irlandês.

    A região é efetivamente belíssima e o único senão é que, como ponto turístico reconhecido, está sempre repleto de gente, mas com um bocado de paciência e vontade de caminhar, dá para desfrutar da sua beleza, à vontade e com prazer.

    Indo de carro e utilizando o estacionamento do Cliffs of Moher Experience (não há outra alternativa próxima) é cobrado um bilhete de 6€ por pessoa (gratuito para as crianças), mas há um truque: basta o motorista descarregar os restantes passageiros na entrada, um pouco mais atrás, e ir estacionar sozinho, que só paga um bilhete. Fica a dica.

    Dormimos em Ennis, típica vila irlandesa, e a caminho de lá, na auto-estrada que liga Dublin a Limerick paramos numa estação de serviço chamada… Barack Obama Plaza. Sucede que de Moneygall partiu em 1850 para Nova Iorque um irlandês chamado Falmouth Kearney, nada menos que o tataravô do atual presidente Americano, que já lá esteve de visita bebendo Guinness e tudo. De lá para cá abriram esta estação de serviço e descerraram uma placa à entrada da vila assinalando-a oficialmente como “Barack Obama Ancestral Village”.

    Um passeio excelente, com bastante que fica por explorar.

  • Vai ter Copa

    Búzios - Não vai ter Copa

    Desde 1998 que de quatro em quatro anos tenho que responder a esta pergunta várias vezes:

    Vais torcer por Brasil ou por Portugal?

    A resposta é sempre a mesma: a minha seleção é e sempre será o Brasil, o meu clube é e sempre será o Sporting Clube de Portugal.

    Grande falso, não cresceste em Portugal? Pois, é mais fácil torcer pelo que tem mais probabilidades de ganhar não é?

    Cresci em Portugal sim senhor, mas se bem me lembro nem os próprios portugueses da minha geração cresceram com grande entusiasmo pela “sua” seleção. Desde que me lembro de ser gente que reconheço e vi incutidas em mim a emoção e a euforia do brasileiro, onde quer que esteja, quando a seleção brasileira joga. Só me lembro de ocorrer algo com a portuguesa não comparável, mas no mesmo sentido, depois de ter tido precisamente um brasileiro à sua frente. O argumento de ser por quem tem mais probabilidades de ganhar não o chega a ser, para um apaixonado para um clube sofrido como o meu.

    Nesta copa em concreto, juntou-se mais uma questão (pertinente):

    E concordas com estes protestos? Não estás contra o mundial, não vais boicotar o apoio por causa disso?

    Ponto prévio, por todos os motivos e mais alguns eu gostava de não gostar de futebol, mas sou burro, não consigo.

    Concordo absolutamente com os protestos, quando pensados, objetivos. Só me surpreende eles não ocorrerem há mais tempo, pois todos estes problemas não são de agora, nem foram trazidos pelo mundial, apenas tiveram mais exposição.

    A Copa em si não traria mais problemas, se o governo brasileiro não fosse péssimo, e a FIFA e demais entidades que regem o futebol mundial não fossem autênticas organizações criminosas.  Mas os onze homens que vão estar em campo lutando para honrar o nome do país não tem absolutamente nada a ver com isso. Conforme disse o agora deputado Romário, “já perdemos a Copa fora de campo. Agora, tem de rezar e torcer pra irmos bem lá dentro”.

    Portanto, para mim, vai ter Copa sim, e aqui vou eu para o trabalho com a canarinha vestida.

    camisa

  • 16 Meses

    Este vai ser rápido: entre a foto do mêsversário anterior e esta, 3 kg de roupa de diferença. De resto, tudo igual.

    Brincadeira! Do décimo quinto para o décimo sexto sexto mês, a Carolina mudou e evoluiu muito, foi possivelmente o maior salto dos últimos tempos.

    Eu já tinha referido que ela começou a andar, mas o começar passou para querer andar (não quer nem ver o carrinho à frente), e esse andar muitas vezes é mais em jeito de corrida do que de passeio.

    E já que já sabe andar, decidiu também que só quer estar na rua, o que no país em que ela está neste momento, não é muito fácil.

    Com essas novas habilidades, vem maior vontade de ser mais independente e de querer decidir fazer o que quer e quando quer, e com isso surgem as primeiras birras de verdade.

    O tal anjo de quem eu falava vai ganhando (ou perdendo) asas e se tornando um diabinho. Faz parte…

     

  • Brasil

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    Vou deixar para depois a componente turística da nossa última viagem e descarregar parte do que ela despertou em mim, a nível sentimental e afetivo.

    Desde 1998 que eu não ia ao país e à cidade que me viram nascer. Uma eternidade, e uma tristeza que me consumia anos após anos, aumentada e seguida de embaraço quando alguém me perguntava se costumava ir lá com frequência, ou qual tinha sido a última vez.

    Nessa época, o Brasil tinha acabado de perder a Copa para a França, o país estava em clima de depressão económica e a Costa de Caparica era literalmente invadida por Brasileiros em busca de melhores condições de vida. Portugal tinha acabado de sediar a Expo 98, respirava aparente saúde financeira e estava a caminho da ilusão do Euro. Eu tinha 12 anos, e não sabia de nada, inocente.

    Hoje a situação é quase diametral: Portugal enfrenta uma crise sem fim à vista, quase todos os brasileiros da Caparica regressaram às origens, o Brasil organizando a sua própria Copa e seguindo crescendo, ainda que com muito trabalho pela frente para poder confirmar o seu potencial. E eu, agora homem feito, pai, marido, um pouco menos inocente, mas ainda sem saber de nada.

    Partimos no dia 21 de Abril e chegamos lá dia 22, curiosamente o mesmo dia em que os primeiros portugueses desembarcaram no Porto Seguro, em 1500. Por coincidência ou talvez não, o avião da TAP que nos transportou tinha precisamente o nome de Pedro Álvares Cabral.

    Sabia que a emoção seria sempre imensa, mas as minhas expetativas foram largamente superadas, principalmente num ponto: nos seus quinze meses de vida, nunca vi a minha filha tão feliz. Se sentiu em casa. Não estranhou nada. Adorou a praia e água, adorou a comida, adorou a família, adorou as pessoas,  adorou a bagunça, adorou o sol.

    Não vai se lembrar de nada disso, mas quero acreditar que de alguma forma ficará marcado nela e fará parte da pessoa que ela venha a ser. Sem entender onde estava nem pensar em quais eram a diferenças, se apaixonou, como tantos outros que lá chegaram antes dela. E é isso que define o Brasil. Essa capacidade de encantar, de entrar na pele, sem precisar de explicações ou de lógica e sentido.

    Está longe de ser um país perfeito? Está. Tem um caminho enorme pela frente. Mas vale a pena percorrê-lo.

  • Glendalough

    Glendalough

    A vila de Glendalough (pronuncia-se algo como glendalorrrrr) é um dos principais motivos para se visitar Wicklow e as suas montanhas, aparte a já de si notável beleza natural da região e de todo o caminho.

    É tanto uma viagem ao passado quanto um revigorante passeio pelas colinas e os dois lagos circundantes, e entra diretamente na lista dos meus locais favoritos na Irlanda.

    Foi fundada no século VI por St Kevin, um jovem monge que se isolou no vale para meditar e se encontrar, e que por lá viveu durante sete anos. Durante esse tempo pernoitou sob rochedos, comeu o pão que o diabo amassou e vestiu apenas peles de animais, que eram a sua única companhia e alento.

    Passados esses setes anos, a história atraiu mais discípulos e a vila cresceu, tornando-se a cidade monástica mais próspera da Irlanda. Esse pedaço de Glendalough ainda está relativamente bem conservado, apesar de ter sido sucessivamente achincalhado pelos Vikings e pelas tropas Inglesas, sempre elas.

    Reza a lenda que a verdadeira prova da sua ligação com os bichos (“where he truly became one with the animals“, o que me soa a zoofilia) deu-se numa pedra chamada the Deer Stone; a mulher de um dos seus trabalhadores morreu a dar à luz um casal de gémeos. Desesperado, este pediu ajuda a St Kevin para alimentar as crianças, e ele rezou no local até que apareceu uma corça e amamentou as crianças.

    Como bónus, ainda comemos muito bem no restaurante do Glendalough Hotel. Por norma acho que restaurantes de hotel são sempre de desconfiar, mas surpreendentemente foi a primeira vez que saí plenamente satisfeito de um restaurante na Irlanda, por um preço razoável. O borrego mais tenro e saboroso que já comi na vida, e uma truta fresquíssima, apanhada na região.

    We’ll be back.

  • 14 meses

    Carolina 14 Meses

    A maior caraterística a salientar da Carolina nesta fase é a imprevisibilidade. Conhecemo-la melhor que ninguém, mas surpreende-nos a todo o momento. Quando achamos que vai se portar mal numa viagem, dorme ou brinca o caminho todo, quando achamos que vai se portar bem, faz o inverso.

    Tanto dá-nos um carinho quanto uma porrada (normalmente na ordem inversa, porque já sabe como agradar para “compensar”), tanto parece não estar nem aí para o que estamos dizendo quanto responde ou reproduz por sons ou gestos o que estamos falando.

    Ainda não ganhou coragem e equilíbrio para andar sozinha, mas prefere andar pela casa de mão dada do que a gatinhar, para mal das nossas costas.

    Continua completamente obcecada com fruta: quando vê morangos ou kiwis à frente, o mundo pára.

    Aprende e repete com cada vez mais facilidade as palavras novas que vamos ensinando, e até trisilábicas já arrisca de quando em vez (banana = nanana; já tinha dito que ela era obcecada com fruta?).  Para nos chamar, aprendeu a gritar MAMÃ ou DADÁ a plenos pulmões, estejamos a 100 ou a 1 metro.

    Já começa a ser difícil entrar com ela nas lojas de brinquedos. Se antes éramos nós que ficávamos deslumbrados, agora ela já aponta, já pede… tem dias em que a primeira coisa que faz quando acorda, ainda antes de abrir os olhos (juro), é apontar na direção do quartinho dos brinquedos.

    Continua adorando dançar; se antes era sempre a mesma dança, agora já se sacode mais conforme o ritmo. O mesmo para as fotos, fazendo poses.

    Enquanto puder, seguirei sempre dançando com ela.

  • The Wolf of Wall Street

    Tendo o Martin Scorcese uma história destas nas mãos, o seu ator fetiche a protagonizar e sem uma grande produtora a censurar a depravação que esta envolve, este filme não tinha como correr mal.

    Sexo, drogas e Wall Street, sendo Wall Street apenas um veículo e a parte menos importante da equação. O foco principal é a ganância humana e a forma como o dinheiro pode corromper e transformar o ser humano, sendo o ser humano no caso Jordan Belfort, um corretor da bolsa que começou por fazer dinheiro com negócios envolvendo transações de ações de valor duvidoso, engrupidas através do seu estilo comercial hipnotizante e agressivo.

    Inicialmente confinadas a essas acções de baixo valor (Penny Stocks), a certa altura as artimanhas de Belfort dão o salto para Wall Street e são extrapoladas para quantias estratosféricas, gerando uma fortuna para si própria e para a sua empresa.

    A partir daí é o descambar total; drogas e putaria a torto e a direito, a todo o momento e instante, e um sentimento de impunidade e de que não há limites para aquilo que conseguiam alcançar.

    Esse estado de espírito é incutido na montagem, injetando uma adrenalina (e até uma filmagem “turva” impagável nos momentos de maior moca) quase constante nas quase três horas que compõem o filme, até, claro, declínio final.

    O filme pode ser acusado de ser imoral ou amoral por culminar com um final “feliz” para o bandido, mas não faz mais que mostrar a realidade e um relato cru do que se passou. Mais ainda, se formos pensar bem no assunto, este é apenas um dos casos que veio a público e que sofreu algumas consequências; imaginem-se todos os outros que ocorreram e continuam a ocorrer e a gerar buracos…

  • St Patrick’s Day

    Hoje presenciamos pela primeira vez o dia de St Patrick’s aqui na Irlanda. Corrijo. Esta semana presenciamos pela primeira vez o dia de St Patrick’s aqui na Irlanda. Ou este mês. 

    A antecipação que lhe precede acaba por transcender o dia em si. É falado, esperado e marketizado até à exaustão por toda a parte, mas no final de contas é um aglomerado de gente empurrando litros de cerveja goela abaixo e proclamando o orgulho que tem no seu país. Dito assim, não difere em nada do resto do ano!

    No mês passado foi estranho para nós perceber que os Irlandeses não gozam o Carnaval, mas acaba por ser compreensível, com algo tão semelhante (a diferença é a temática ser única) em data próxima.

    Acaba por ser uma festa bonita por toda a parte. Como bom irlandês (mesmo não o sendo), o São Patrício era uma figura bem curiosa; em sua honra transcrevo aqui dez curiosidades sobre ele publicadas no Independent:

    1. St Patrick isn’t Irish

    Despite being the patron saint of Ireland, St Patrick was born in Britain around 385AD, to aristocratic parents Calpurnius and Conchessa. It is unclear whether they lived in Scotland or Wales, but they are believed to be Romans and are thought to have owned a townhouse, country villa, and many slaves.

    2. He was a slave, and wasn’t religious until he was an adult

    At 16, he was kidnapped by traders, sent to the Irish countryside and made to tend to sheep as a slave. This is where he turned to God after being ambivalent towards religion as a child.

    3. Voices told him he could escape his captors

    Six years into his captivity, St Patrick apparently heard a voice urging him to travel to a distant port where a ship would be waiting to take him back to Britain. During the journey, he was captured again, and taken to France for 60 days where he learned about monasticism.

    4. He escaped again, and rose up the early Church’s ranks

    After making his escape and having found God, he became a priest in his twenties, and eventually became a bishop

    5. He gained his sainthood by becoming a missionary

    Aged around 30, he was tasked with becoming a missionary and returned to Ireland, where he successfully converted many Celtic pagans to Christianity.

    6. He gave the shamrock its significance

    It was as a preacher that he used the shamrock, now the unofficial national flower of Ireland, as a symbol of the holy trinity: the Father, the Son, and the Holy Spirit.

    7. Snakes never lived in Ireland…

    St Patrick has been credited with driving the snakes out of Ireland, although science now suggests that water-locked Ireland did not ever have any snakes.

    8. Green wasn’t his colour

    Like St Nicholas who is mistakenly associated with the colour red – and actually wore green – St Patrick dressed in blue vestments.

    9. He was partial to a shot or two of whiskey

    Reassuringly for anyone who feels guilty indulging too heavily on a Saint’s day, it is believed St Patrick said everyone should have more than just a swig of whiskey on his feast day. He apparently chastised an innkeeper who served him too little of the drink.

    10. He died on his feast day

    St Patrick is thought to have died on his feast day, 17 March, in 461AD. It is a national holiday in Ireland, and on the island of Montserrat in the Caribbean, which was founded by Irish refugees.