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Etiqueta: creta

  • Creta

    Depois de Naxos e Santorini, há uns anos atrás, desta vez decidimos explorar a mítica ilha de Creta.

    Aterramos em Chania e ficamos baseados em Agia Marina, no hotel Minos Village (muito decente e hospitaleiro) que não é muito longe de Chania nem do Aeroporto. Acabamos por explorar apenas a parte Oeste, que já de si tem muito por onde palmilhar, e tínhamos apenas cinco dias para fazê-lo.

    A verdade é que é fácil subestimar o tamanho da ilha. Olhando para um mapa, parece pequena e facilmente explorável em poucos dias, mas a realidade é que é imensa, e os acessos não são assim tão diretos, se formos comparar às maiores ilhas portuguesas. É uma boa desculpa para regressar.

    O que mais gostei em Creta foi sentir que a ilha está meio parada no tempo, e não de uma forma pejorativa. Na vibe. Muita gente grega/local, comércio característico, pouco sentimento de “já vi isto em outro lado”. Gosto.

    Comida sempre ótima em todo o lado, conforme tinha sido também a experiência na capital e nas outras ilhas que já tínhamos visitado, com a particularidade das doses serem gigantescas em todo o lado, e de oferecerem sempre, sempre, sobremesa e mais qualquer coisinha (Ouzo!) para aconchegar.

    Introdução feita, vou falar então das praias que visitamos (sim, foi uma viagem 100% focada em conhecer e desfrutar de praias, sem qualquer tipo de vergonha):

    Elafonisi

    Aviso à navegação: o caminho para lá chegar é brabo. Longo e sinuoso, sendo que existe um pedaço que pode ser feito por uma estrada mais recente, mas o GPS facilmente se baralha e direciona para a estrada mais antiga, estreita (com dois sentidos), cheia de curvas e com alturas em que temos que respirar fundo para ignorar o fato de estarmos a conduzir tão alto, sem barreiras de proteção.

    Dito isto, é de fato uma das praias mais bonitas que já vi na vida, mesmo não tendo experienciado o tal efeito de coloração rosa na areia (junto ao mar eram visíveis alguns “fragmentos” de rosa, mas não inteiramente).

    Balos

    Balos parece outra ilha, mas na verdade é uma lagoa, que pode ser acessível de carro + uma longa caminhada, ou de barco, com partida do porto de Kissamos. Optamos pela segunda hipótese, até porque o nosso contrato de Rent-a-car proibia explicitamente que fizessemos a viagem até Balos, que é mais indicada para carros off-road. Falando nisso, usamos a agência local Pancar, que recomendo, visto ter bons preços e poucas burocracias (dispensam o habitual cartão de crédito e caução, por exemplo).

    Vale e muito a viagem, e ficamos por lá 5 horas que pareceram meia. A água é tão turquesa que parece photoshop (ou IA, nos dias que correm), e tem um pedaço de água que é bem raso, e um lado mais fundo.

    Outra particularidade é que a praia tem várias cabras montanhesas, que não tem vergonha nenhuma de abordar os banhistas, em busca de alimento.

    Há também a opção do passeio incluir as ilhas de Gramvousa, que não visitamos desta vez.

    Falassarna

    A praia de Falassarna pode não ter tanta espetacularidade e beleza natural quanto as outras que visitamos, mas tem um acesso melhor, uma extensão gigantesca e a água cristalina não falha.

    Foi também lá por perto que comemos num dos melhores tascos – não diretamente na beira da praia, mas no caminho de regresso, a taverna Zacharias.

    Marathi

    Não encontrei esta praia mencionada nos guias turísticos, esbarrei nela por acaso olhando para o Google Maps à procura de praias que não me levassem a conduzir muito no penúltimo, depois dos kms que já tínhamos acumulado.Tremendo achado!

    Pequenina, mas não muito repleta de gente, belíssima, com maior profundidade que as restantes em geral, mas numa enseada bem calma, que a transforma numa imensa piscina para nadar à vontade.

    Dois bónus – tem uma roulotte incrível mesmo à beirinha da praia onde dá para almoçar um belo souvlaki por 3 euros, e fica suficientemento perto do aeroporto e da base naval da NATO para vermos a toda a hora aviões militares a dar pequenos “shows”.

    Em suma, recomendo e muito, e não me importava de voltar, ontem.