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Saoko, papi, saoko.

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  • Aveiro

    Tentando manter a tradição iniciada no ano passado, arrancamos o ano com o pé na estrada. Desta vez o destino escolhido para o dia 1 de Janeiro foi Aveiro, onde nunca tinhamos ido juntos, e onde eu não ia há mais anos do que me lembro, portanto é como se fosse a primeira vez.

    Não tendo sido os dias de clima mais simpáticos, sendo que a chuva foi mais ou menos uma constante, ainda assim acabamos por circular numa boa contramão do clima: escapámos aos dilúvios que caíram na nossa região e apanhámos um tempo bem mais gerível.

    Na ida, fizemos um desvio estratégico em Alcobaça para almoçar no Restaurante Landim. É um sítio incrível, de comida caseira com um toque moderno de autor, onde grande parte dos pratos (conforto puro!) são confecionados em forno a lenha à nossa vista.

    Não ficamos hospedados exatamente no centro de Aveiro, mas sim em Ílhavo, no Hotel Ílhavo Plaza, muito em conta para a qualidade que tem, incluindo um bom pequeno almoço e um SPA em que a piscina é realmente quente (nem sempre acontece).

    O centro de Aveiro continua lindíssimo. É fácil perceber o apelido de “Veneza portuguesa”, mesmo sem gôndolas. Por lá reinam os tradicionais Moliceiros, mas, com receio que a chuva engrossasse, optámos por não navegar. Em vez disso, fizemos um workshop de Ovos Moles na Oficina do Doce. Valeu muito a pena, não só pela gulodice final, mas para aprender a história dos ovos, da região e da doçaria conventual portuguesa.

    O tempo agreste também não nos demoveu de espreitar as casinhas coloridas da Costa Nova, passear no paredão e comer uma boa tripa – não a animal, mas a doce: uma espécie de crepe quadrado, mal cozido, enrolado e recheado à escolha do freguês. Bom demais.

    Tivemos pena de não conseguir visitar o Centro Ciência viva, que estava encerrado nos primeiros dias do ano, ficou na lista para uma futura visita.

    Pertinho do Hotel e no dia de saída visitamos também o Museu Marítimo de Ílhavo, uma muito agradável surpresa. Além do ênfase nas embarcações e na história da pesca do bacalhau, tem um aquário com bacalhaus (coisa rara de se ver “fresca”) e uma colecção de conchas incrível.

    Finalmente, no caminho de regresso, conseguimos finalmente (com reserva prévia), comer o que foi de fato o melhor leitão das nossas vidas, no Mugasa, em Sangalhos. Se me perguntarem o que este leitão tem de diferente, nem sei explicar bem, mas basta a primeira garfada e a explosão que ela causa para se perceber.

    O que se come, o que se bebe, o que se viaja, é o que se leva desta vida.